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Ataque do Irã a base americana na Jordânia deixa dois militares dos Estados Unidos mortos

18 de Julho de 2026 às 15:04

Ataque do Irã à base de Al Azraq, na Jordânia, causou a morte de dois militares dos Estados Unidos e o desaparecimento de um terceiro. A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou a ação, enquanto Washington bombardeou infraestruturas no Irã. O conflito expandiu-se ao Kuwait, com ataques a instalações militares e suspensão de atividades aeroportuárias

Ataque do Irã a base americana na Jordânia deixa dois militares dos Estados Unidos mortos
Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos

Um ataque conduzido pelo Irã contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia, resultou na morte de dois militares dos Estados Unidos e no desaparecimento de outro integrante das forças armadas. A confirmação foi feita pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom) neste sábado (18), detalhando que as baixas ocorreram na sexta-feira (17) durante operações de defesa contra o uso de drones e mísseis balísticos.

Enquanto o governo americano não divulgou a identidade dos militares, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou a ofensiva, alegando ter destruído três aeronaves e dois caças americanos durante a incursão na madrugada de sábado.

Escalada militar e ruptura de acordos

O agravamento das tensões ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que os Estados Unidos descumpriram compromissos de paz relativos à guerra no Oriente Médio, invalidando a credibilidade de assinaturas da presidência americana. Como resposta, o governo iraniano anunciou, neste sábado, a suspensão formal de todos os compromissos previstos no tratado de junho.

Alvos civis e infraestrutura estratégica

A resposta dos Estados Unidos tem se concentrado em ataques a infraestruturas civis e militares no território iraniano. Pela sétima noite consecutiva, o CentCom bombardeou depósitos subterrâneos de armas, capacidades marítimas, logística militar e centros de vigilância.

Na província de Hormozgan, ao sul do Irã, os bombardeios atingiram usinas elétricas e de dessalinização. De acordo com a agência IRNA, a destruição de uma dessas usinas interrompeu o fornecimento de água para aproximadamente 10 mil pessoas, enquanto outra unidade foi danificada na ilha de Qeshm, ponto estratégico do Estreito de Ormuz. Em retaliação, Teerã ameaça atacar embarcações que transitem pelo estreito sem autorização expressa.

Ofensivas no Kuwait

O conflito se expandiu para outras áreas do Golfo, com ataques iranianos direcionados a aliados de Washington no Kuwait. As ações resultaram na suspensão das atividades no Aeroporto Internacional do Kuwait devido a ameaças constantes de mísseis e drones.

A Guarda Revolucionária Islâmica confirmou ter atingido:

  • Uma usina de dessalinização;
  • O centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan;
  • Uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem.
Com informações de G1

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