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Ataque russo com mísseis e drones deixa 12 mortos em Kiev após falha na defesa antimísseis

06 de Julho de 2026 às 09:02

Bombardeio russo com mísseis e drones em Kiev deixou ao menos 12 mortos e mais de 50 feridos nesta segunda-feira (6). A Força Aérea da Ucrânia não interceptou 23 mísseis balísticos disparados por Moscou. O presidente Volodymyr Zelensky solicitou novos interceptores a aliados ocidentais

Um bombardeio russo com mísseis e drones atingiu Kiev na madrugada desta segunda-feira (6), resultando na morte de ao menos 12 pessoas e deixando mais de 50 feridos. O ataque ocorreu em um momento de vulnerabilidade da capital ucraniana, após a falha do sistema de defesa antimísseis da cidade. De acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, e o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, as equipes de resgate localizaram, entre os escombros de edifícios residenciais, os corpos de uma família composta por pais e filho.

A Força Aérea da Ucrânia registrou a incapacidade de interceptar qualquer um dos 23 mísseis balísticos disparados por Moscou. Embora tenham sido derrubados outros 37 mísseis e mais de 90% dos 351 drones utilizados na ofensiva, a ausência de interceptação dos projéteis balísticos evidencia a escassez de munição para o sistema Patriot. Fabricado pela Raytheon Technologies e operado pelos Estados Unidos desde a década de 1980, o Patriot é a única arma no arsenal ucraniano capaz de neutralizar mísseis balísticos devido à alta velocidade e trajetória íngreme desses armamentos.

O envio do sistema pelos EUA ocorreu em 2025, sendo visto pelo governo russo como uma provocação. A intensificação da guerra aérea por parte da Rússia acontece simultaneamente a uma desaceleração do seu avanço terrestre no campo de batalha. Este episódio ocorre poucos dias após a quinta-feira anterior, quando um ataque russo em Kiev matou 31 pessoas, o saldo mais letal do ano na cidade.

Diante do cenário, o presidente Volodymyr Zelensky solicitou a aliados ocidentais a liberação de mais interceptores, argumentando que a manutenção desses estoques nos países parceiros encoraja a Rússia a continuar destruindo áreas residenciais. O líder ucraniano busca "decisões firmes" durante a cúpula da Otan, que inicia nesta terça-feira em Ancara, na Turquia. No encontro, Zelensky deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir medidas que possam encerrar o conflito, que já entra em seu quinto ano.

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