Mundo

Austrália registra segundo caso de gripe aviária em aves migratórias no estado da Austrália Ocidental

22 de Junho de 2026 às 06:06

A Austrália Ocidental registrou o segundo caso de gripe aviária H5N1 em aves migratórias perto de Esperance. O governo federal intensificou a testagem de aves e os protocolos de biossegurança rural. A empresa Inghams bloqueou preventivamente suas unidades e fazendas no estado

A Austrália registrou, nesta segunda-feira (22), o segundo caso de gripe aviária altamente patogênica H5N1 no estado da Austrália Ocidental, apenas dois dias após a primeira detecção em território continental. O vírus foi identificado em um petrel-gigante-do-norte, ave marinha migratória encontrada doente em uma praia remota. No sábado, a infecção já havia sido confirmada em um mandrião-pardo, também ave migratória. Ambos os animais foram localizados perto de Esperance, cidade costeira situada a 570 quilômetros a sudeste de Perth.

Até este momento, a Austrália era o único continente sem registros de H5N1 em sua massa terrestre, com a única detecção anterior ocorrida no final de 2025 na Ilha Heard, território subantártico a 4 mil quilômetros do continente.

Para mitigar riscos, o governo federal intensificou a testagem de aves costeiras, vacinou espécies vulneráveis, implementou simulações de resposta a surtos e reforçou protocolos de biossegurança em propriedades rurais. A ministra da Agricultura, Julie Collins, destacou a cooperação com os setores de ovos, carne e produção de frango para evitar que o vírus atinja os sistemas produtivos, embora tenha admitido que não há garantias de que a doença permaneça fora das granjas.

No setor privado, a produtora Inghams determinou o bloqueio preventivo total de suas unidades de processamento e fazendas na Austrália Ocidental. A companhia ressaltou que, até o momento, não houve detecção do vírus em sua cadeia de fornecedores ou em aves comerciais.

A disseminação global do H5N1 tem provocado o abate de milhões de aves, impactando os preços e o abastecimento alimentar mundial, apesar de as infecções humanas seguirem sendo raras.

Com informações de G1

Notícias Relacionadas