Autoridades da Síria localizam vestígios de programa clandestino de armas químicas de Bashar al-Assad
Autoridades da Síria localizaram vestígios de um programa clandestino de armas químicas do ex-presidente Bashar al-Assad. A operação resultou na apreensão de munições e matérias-primas, além da detenção de 18 pessoas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/Z/R/Yq4bTRTp6pVJ6YhG5WyQ/assad.jpg)
Autoridades da Síria localizaram vestígios de um programa clandestino de armas químicas mantido pelo ex-presidente Bashar al-Assad. A descoberta, confirmada nesta terça-feira (26), inclui a apreensão de munições e matérias-primas com características similares às utilizadas em ataques com gás que resultaram em mortes durante a guerra civil síria.
Como parte da operação, 18 pessoas foram detidas sob a suspeita de envolvimento na estrutura de armamentos, grupo que abrange técnicos, políticos e altos oficiais militares. Os detalhes foram apresentados por Mohamad Katoub, representante permanente da Síria na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), sediada em Haia.
O uso desse tipo de arsenal é condenado globalmente devido ao histórico de sofrimento em massa, com raízes nos impactos observados na Primeira Guerra Mundial. A natureza indiscriminada do gás torna a arma letal tanto para combatentes quanto para civis, diferindo de armamentos como morteiros, que possuem alvos específicos. Além do efeito físico, como a asfixia e a dificuldade respiratória, a arma química exerce um forte impacto psicológico. Por causarem danos desproporcionais à vantagem militar obtida, esses artefatos, assim como bombas de fragmentação e minas, são proibidos por normas internacionais.