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Autoridades das Maldivas retomam resgate de quatro italianos em caverna submarina no Atol de Vaavu

19 de Maio de 2026 às 06:35

Autoridades das Maldivas retomam nesta terça-feira (19) a recuperação de quatro corpos de italianos em uma caverna submarina no Atol de Vaavu. A operação, coordenada pela Divers Alert Network Europe, prevê a retirada das vítimas entre hoje e quarta-feira (20). O acidente vitimou cinco cidadãos italianos durante uma pesquisa de corais moles

Autoridades das Maldivas retomam resgate de quatro italianos em caverna submarina no Atol de Vaavu
AP

As autoridades das Maldivas retomam, nesta terça-feira (19), a operação de resgate para retirar quatro corpos de italianos que permanecem em uma caverna submarina no Atol de Vaavu. A localização das vítimas ocorreu na segunda-feira (18), em um ponto remoto da caverna, a mais de 50 metros de profundidade. A previsão é que dois corpos sejam recuperados hoje e os demais na quarta-feira (20).

O acidente, classificado como a maior tragédia de mergulho da história do arquipélago, vitimou cinco cidadãos italianos. O primeiro corpo a ser retirado, na última quinta-feira, foi o do instrutor Gianluca Benedetti, encontrado a 60 metros de profundidade. As outras vítimas são a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino di Poirino e o instrutor de mergulho e biólogo marinho Federico Gualtieri.

A missão de recuperação é considerada de alto risco, exigindo o suporte de três especialistas em cavernas e o uso de "rebreathers" de circuito fechado — equipamentos que reciclam o gás expirado —, coordenados pela organização Divers Alert Network Europe. A complexidade do ambiente já causou outra fatalidade: o sargento-mor Mohamed Mahudhee, que participava das buscas, morreu no sábado (16) devido a um quadro de descompressão.

O grupo, liderado por Monica Montefalcone, possuía autorização governamental para pesquisar corais moles no sítio de Devana Kandu. A entrada da caverna situa-se a cerca de 55 metros de profundidade e a escuridão é total após a primeira câmara. Os quatro corpos restantes foram avistados por mergulhadores finlandeses na terceira e última câmara do sistema.

O governo italiano informou que a exploração ocorria a aproximadamente 50 metros de profundidade, enquanto o limite recomendado para mergulho recreativo na região é de 30 metros. O governo das Maldivas investiga as causas do incidente, incluindo a possibilidade de os mergulhadores terem descido a profundidades superiores às previstas. Em defesa da conduta de Montefalcone, seu marido, Carlo Sommacal, afirmou que a esposa era uma profissional conscienciosa, com um histórico de 5 mil mergulhos.

Localizado no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé, o Atol de Vaavu é conhecido por túneis naturais, fortes correntes e paredões profundos, características que tornam a região hostil mesmo para profissionais. O arquipélago, composto por 1.192 ilhas de coral, é um destino turístico globalmente procurado por mergulhadores, mas registra incidentes frequentes; nos últimos seis anos, 112 turistas morreram em ocorrências marítimas no país.

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