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Bombardeio israelense mata quatro pessoas, incluindo integrante de órgão humanitário do Egito, na Cidade de Gaza

08 de Julho de 2026 às 09:04

Bombardeio israelense no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matou quatro pessoas na noite de terça-feira (7). As vítimas foram Mohamed al-Wahidi, Ahmed Daghmush e dois irmãos de 10 e 8 anos. As Forças Armadas de Israel informaram que a operação visava um integrante do Hamas

Um bombardeio israelense no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, resultou na morte de quatro pessoas na noite de terça-feira (7). Entre as vítimas estava Mohamed al-Wahidi, integrante do Comitê Egípcio em Gaza, órgão humanitário do governo do Egito responsável por fornecer abrigo, alimentos e a instalação de telões para a transmissão da Copa do Mundo no território palestino. O ataque atingiu um veículo e matou também o motorista Ahmed Daghmush, de 33 anos, e dois irmãos, Hamza al-Deri, de 10 anos, e Fari al-Deri, de 8 anos.

As Forças Armadas de Israel informaram que Al-Wahidi não era o objetivo da operação, que visava um integrante do Hamas. Os militares investigam se o alvo pretendido seria Daghmush, embora o diretor do Hospital Shifa, Mohamed Abu Selmiya, tenha relatado que o motorista trabalhava como taxista e não possuía vínculos com grupos armados. Cerca de trinta minutos antes da explosão fatal, outro ataque israelense atingiu a mesma rua, mas não houve vítimas.

A ofensiva ocorreu pouco antes de uma partida entre Egito e Argentina, em um contexto de forte apoio dos palestinos à seleção egípcia. O técnico Hossam Hassan tem utilizado sua visibilidade para defender o povo palestino, inclusive dedicando a vitória contra a Austrália, no dia 3, aos egípcios e palestinos. Em coletiva na segunda-feira (6), Hassan apelou a atletas e jornalistas globais para que defendam o direito de existência e de vida da população palestina.

O conflito, iniciado em 7 de outubro de 2023 após a invasão do sul de Israel por combatentes do Hamas — que resultou em 1.200 mortes e 251 reféns —, mantém a letalidade mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro. Desde a vigência desse acordo, 1.084 pessoas morreram, incluindo 258 crianças, além de cinco soldados israelenses.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o total de mortos na guerra atingiu 73.110, com mulheres e crianças representando aproximadamente metade das vítimas. Embora o órgão seja controlado pelo Hamas e não diferencie combatentes de civis, os dados são validados por especialistas independentes e agências da ONU. Israel sustenta que suas operações focam em grupos armados e lamenta as baixas civis.

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