Bombardeio israelense mata quatro pessoas, incluindo integrante de órgão humanitário do Egito, na Cidade de Gaza
Bombardeio israelense no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matou quatro pessoas na noite de terça-feira (7). As vítimas foram Mohamed al-Wahidi, Ahmed Daghmush e dois irmãos de 10 e 8 anos. As Forças Armadas de Israel informaram que a operação visava um integrante do Hamas
Um bombardeio israelense no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, resultou na morte de quatro pessoas na noite de terça-feira (7). Entre as vítimas estava Mohamed al-Wahidi, integrante do Comitê Egípcio em Gaza, órgão humanitário do governo do Egito responsável por fornecer abrigo, alimentos e a instalação de telões para a transmissão da Copa do Mundo no território palestino. O ataque atingiu um veículo e matou também o motorista Ahmed Daghmush, de 33 anos, e dois irmãos, Hamza al-Deri, de 10 anos, e Fari al-Deri, de 8 anos.
As Forças Armadas de Israel informaram que Al-Wahidi não era o objetivo da operação, que visava um integrante do Hamas. Os militares investigam se o alvo pretendido seria Daghmush, embora o diretor do Hospital Shifa, Mohamed Abu Selmiya, tenha relatado que o motorista trabalhava como taxista e não possuía vínculos com grupos armados. Cerca de trinta minutos antes da explosão fatal, outro ataque israelense atingiu a mesma rua, mas não houve vítimas.
A ofensiva ocorreu pouco antes de uma partida entre Egito e Argentina, em um contexto de forte apoio dos palestinos à seleção egípcia. O técnico Hossam Hassan tem utilizado sua visibilidade para defender o povo palestino, inclusive dedicando a vitória contra a Austrália, no dia 3, aos egípcios e palestinos. Em coletiva na segunda-feira (6), Hassan apelou a atletas e jornalistas globais para que defendam o direito de existência e de vida da população palestina.
O conflito, iniciado em 7 de outubro de 2023 após a invasão do sul de Israel por combatentes do Hamas — que resultou em 1.200 mortes e 251 reféns —, mantém a letalidade mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro. Desde a vigência desse acordo, 1.084 pessoas morreram, incluindo 258 crianças, além de cinco soldados israelenses.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o total de mortos na guerra atingiu 73.110, com mulheres e crianças representando aproximadamente metade das vítimas. Embora o órgão seja controlado pelo Hamas e não diferencie combatentes de civis, os dados são validados por especialistas independentes e agências da ONU. Israel sustenta que suas operações focam em grupos armados e lamenta as baixas civis.