Câmara dos Estados Unidos aprova resolução que restringe os poderes de guerra de Donald Trump
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por 215 votos a 208, resolução que limita os poderes de guerra de Donald Trump para encerrar o conflito com o Irã. A medida impede novos ataques sem autorização do Congresso e aguarda votação no Senado
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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (2), uma resolução que restringe os poderes de guerra do presidente Donald Trump, com o objetivo de encerrar o conflito contra o Irã. A medida, que venceu por 215 votos a 208, contou com o apoio de quatro parlamentares republicanos aliados aos democratas. O texto visa impedir que o governo retome ataques ao país do Oriente Médio sem a prévia autorização do Congresso.
A decisão reflete a crescente inquietação no Capitólio sobre a impopularidade da guerra, que impactou a economia americana com a alta nos preços dos combustíveis. Para os republicanos, a rejeição à ofensiva militar pode gerar desgastes políticos nas eleições de novembro, período em que a maioria das cadeiras da Câmara e parte do Senado serão renovadas.
Em resposta, Donald Trump utilizou a rede Truth Social na manhã desta quinta-feira (4) para classificar a votação como "sem sentido" e questionar o patriotismo dos parlamentares de seu próprio partido que votaram a favor da resolução. O presidente argumentou que a medida, caso seja ratificada pelo Senado, poderá prejudicar as negociações finais de um acordo de paz com o Irã.
Para que a resolução entre em vigor, ela precisa agora de aprovação no Senado, onde os republicanos detêm a maioria. A viabilidade do texto depende, portanto, de que parte da bancada governista se junte aos democratas, repetindo a dinâmica ocorrida em maio, quando o Senado aprovou uma medida similar para forçar o fim de operações militares no Oriente Médio — texto que, no entanto, permanece parado no Congresso sem votação final.
Desta vez, os democratas utilizaram uma manobra regimental que obriga a análise da proposta em um prazo máximo de duas semanas e meia. Apesar disso, a Casa Branca sustenta que qualquer limitação aos poderes presidenciais em ações militares é inconstitucional, indicando que o governo deve recorrer à Justiça para anular a decisão caso ela seja aprovada definitivamente pelo Legislativo.