Casa Branca avalia como positiva a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim
Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping reuniram-se em Pequim para discutir a cooperação econômica, o combate ao fentanil e a proibição de armas nucleares no Irã. Enquanto a China relatou alertas sobre Taiwan, os Estados Unidos omitiram o tema no comunicado oficial. Ambos concordaram com a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz
A Casa Branca classificou como positiva a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, ocorrida na quarta-feira, em Pequim. O encontro, que durou aproximadamente 2 horas e 15 minutos, contou com a presença de delegações de ambos os países. Durante a conversa, Trump descreveu Xi como um "amigo e grande líder", afirmando que a relação entre os dois governantes garante um "futuro fantástico" para os Estados Unidos com a China.
Apesar do tom cordial, houve divergências significativas nos relatos oficiais sobre a pauta de Taiwan. Enquanto o comunicado dos Estados Unidos omitiu qualquer menção à ilha, a agência estatal chinesa Xinhua informou que Xi Jinping alertou Trump sobre o risco de um conflito entre as duas potências caso a questão de Taiwan não seja gerida adequadamente. A ausência do tema no documento americano é relevante devido à disputa diplomática silenciosa entre Washington e Pequim, na qual a escolha de termos em registros oficiais pode influenciar ações futuras de ambos os governos.
No campo da segurança global, os líderes convergiram sobre a questão do Irã. Trump e Xi concordaram que o regime iraniano não pode possuir armas nucleares e que o Estreito de Ormuz, canal estratégico que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e que permanece fechado desde o fim de fevereiro devido à guerra, deve ser mantido aberto.
A agenda bilateral também contemplou a busca por caminhos para ampliar a cooperação econômica e a implementação de medidas para reduzir a entrada de matéria-prima precursora para a fabricação de fentanil nos Estados Unidos.
Xi Jinping defendeu que a China e os EUA devem atuar como parceiros, e não como rivais, argumentando que a relação entre as nações é decisiva diante de um cenário global de incertezas. O presidente chinês afirmou que os interesses comuns superam as divergências, defendendo a superação da "armadilha de Tucídides" para a construção de um novo modelo de parceria entre as maiores potências mundiais.