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Chanceler da Alemanha diz que não recomendaria aos filhos estudar ou trabalhar nos Estados Unidos

15 de Maio de 2026 às 18:07

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou nesta sexta-feira (15) que não recomendaria a seus filhos estudar ou trabalhar nos Estados Unidos. O líder justificou a posição citando o clima social e a dificuldade de inserção no mercado americano

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta sexta-feira (15) que não recomendaria a seus três filhos a busca por estudos ou trabalho nos Estados Unidos. Durante um debate com jovens, o líder alemão justificou a posição citando o atual clima social americano e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, mesmo para profissionais com alta instrução.

Merz contrastou o modelo de "capitalismo puro" dos Estados Unidos com a "economia social de mercado" da Alemanha, defendendo que esta última oferece um equilíbrio maior. Na ocasião, incentivou a juventude a ter mais otimismo quanto às perspectivas locais, argumentando que a Alemanha é um dos países que mais gera oportunidades para os jovens no mundo.

As declarações provocaram a reação de Richard Grennel, ex-embaixador na Alemanha e conselheiro de política externa de Donald Trump, que criticou o chanceler por meio da rede X.

A tensão entre as lideranças não é recente. No mês passado, Merz afirmou que o Irã estava humilhando Washington em negociações, comentário que levou Donald Trump a classificar a gestão do premiê alemão como péssima. Como resposta, Trump anunciou a retirada repentina de 5 mil soldados americanos de bases situadas na Alemanha. Anteriormente, o chanceler também havia mencionado a existência de uma fenda cultural entre a Europa e os Estados Unidos, impulsionada pelo movimento "Make America Great Again" (MAGA).

Apesar do atrito, Merz informou, também nesta sexta-feira, ter mantido uma conversa telefônica positiva com Trump após o retorno do presidente americano da China. O chanceler reforçou a solidez da parceria entre os dois países dentro de uma Otan forte e manifestou apoio às exigências de Washington para o fim do conflito entre Israel e Irã. Merz concordou que Teerã deve abrir o estreito de Ormuz, sentar-se à mesa de negociações e não possuir armamentos nucleares.

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