China critica indiciamento de Raúl Castro pelos Estados Unidos e defende a soberania de Cuba
A China criticou o indiciamento dos Estados Unidos contra o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro. A acusação refere-se a crimes ocorridos em 1996, incluindo a destruição de aeronaves e assassinatos
A China criticou a postura dos Estados Unidos após o indiciamento do ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, ocorrido na última quarta-feira (20). O governo chinês classificou a ação como um "abuso dos meios judiciais" e manifestou apoio à soberania e à dignidade nacionais da ilha, posicionando-se contra interferências externas e o uso de sanções ou ameaças de força por parte de Washington.
A acusação contra Raúl Castro, atualmente com 94 anos, refere-se a eventos de 1996, período em que ele atuava como ministro da Defesa. O ex-presidente é indiciado pela destruição de duas aeronaves, conspiração para matar cidadãos americanos e pelo assassinato de quatro pessoas.
A medida intensifica a pressão diplomática e jurídica dos Estados Unidos sobre Cuba. Embora Donald Trump tenha descrito o indiciamento como um momento relevante, ele minimizou a possibilidade de novas ações concretas contra o país, que atravessa uma crise econômica agravada pelo bloqueio do fornecimento de petróleo imposto pelos americanos.