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China desenvolve canhão eletromagnético portátil que substitui a pólvora por propulsão digital

06 de Abril de 2026 às 21:52

A China South Industries Group Corporation desenvolveu um canhão eletromagnético portátil que substitui a pólvora por energia elétrica. O dispositivo possui cadência de 1.000 a 2.000 disparos por minuto, mira a laser e ajuste de letalidade via corrente elétrica. O sistema depende de baterias externas para operar

China desenvolve canhão eletromagnético portátil que substitui a pólvora por propulsão digital
CCTV

A China desenvolveu um canhão eletromagnético portátil projetado para missões de infiltração e operações policiais, marcando a transição de sistemas baseados em reações químicas para a propulsão digital. A tecnologia, apresentada em testes realizados pela China South Industries Group Corporation, substitui a pólvora por energia elétrica, o que elimina a emissão de fumaça, o brilho do disparo, a expulsão de projéteis e o ruído característico das armas de fogo tradicionais.

O dispositivo opera por meio de um trilho de aceleração eletromagnética composto por bobinas que geram campos magnéticos sequenciais. Esse mecanismo impulsiona o projétil metálico sem atrito mecânico, permitindo uma cadência de tiro que varia entre 1.000 e 2.000 disparos por minuto. O design prioriza a funcionalidade, com um corpo retangular minimalista e um canhão de 30 centímetros. O carregador foi posicionado na parte traseira para equilibrar o centro de gravidade no punho, viabilizando rajadas contínuas com apenas uma das mãos.

A plataforma integra telemetria eletrônica via tela digital, que monitora a autonomia da bateria, a munição restante e o perfil de disparo. A mira convencional foi substituída por um módulo a laser integrado para precisão da trajetória. Um diferencial operacional é a capacidade de ajustar a letalidade instantaneamente: o operador calibra a corrente elétrica para alterar a velocidade do projétil conforme a distância do alvo. Essa modulação permite imobilizar alvos reduzindo o risco de morte ao distribuir a força do impacto por uma área maior.

Este modelo de 2026 é a segunda geração de um protótipo de 2025, que atingia 86 metros por segundo. A versão atual utiliza munições maiores e um trilho de aceleração mais longo, o que, apesar de reduzir levemente a velocidade inicial, amplia a energia cinética e o poder destrutivo.

A principal limitação do sistema é a dependência de baterias, diferentemente das armas de fogo convencionais. A necessidade de carregar baterias extras em mochilas pode comprometer a portabilidade do equipamento.

A arquitetura magnética já é utilizada pela China para acelerar projéteis de 124 quilos a mais de 700 quilômetros por hora, tecnologia também testada por Estados Unidos e Japão. A expectativa é que, com a evolução das baterias, esse sistema complemente ou substitua as armas tradicionais em cenários específicos de combate no futuro.

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