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China desenvolve drone com inteligência artificial para automatizar a detecção de submarinos no oceano

21 de Maio de 2026 às 18:08

A estatal Chengdu Aircraft Industry Group desenvolveu o Wing Loong 3, drone de grande porte com autonomia superior a 40 horas e alcance de 10 mil quilômetros. A aeronave automatiza a detecção de submarinos e realiza missões de vigilância, ataque marítimo e terrestre

China desenvolve drone com inteligência artificial para automatizar a detecção de submarinos no oceano
Drone militar da China com autonomia de 10 mil km

A China avança na substituição de operações militares tradicionais por sistemas não tripulados de longa autonomia, com destaque para o desenvolvimento do Wing Loong 3. Produzido pela estatal Chengdu Aircraft Industry Group, o drone de grande porte foi projetado para missões de vigilância, ataque marítimo e, especificamente, guerra antissubmarino.

O diferencial do projeto reside na capacidade de automatizar a detecção de submarinos por meio de inteligência artificial, sensores embarcados e o lançamento de sonoboias no oceano para captar ruídos subaquáticos. Essa funcionalidade visa modernizar um processo que, historicamente, dependia de aeronaves tripuladas de alto custo e tripulações com treinamento especializado.

Com uma envergadura comparável à de jatos executivos leves, o Wing Loong 3 apresenta autonomia superior a 40 horas, permitindo que a aeronave permaneça no ar por quase dois dias. O alcance divulgado é de aproximadamente 10 mil quilômetros, o que possibilita a cobertura de vastas áreas marítimas sem a necessidade de reabastecimento, inclusive em regiões disputadas do Indo-Pacífico.

A aeronave foi concebida para operar em grandes extensões oceânicas, atuando em patrulhas de longa duração, vigilância de fronteiras e missões de combate. Em apresentações realizadas durante a Airshow China, o drone foi exibido carregando mísseis e bombas, reforçando sua versatilidade como plataforma multifunção com potencial para missões de ataque terrestre.

O modelo integra a família Wing Loong, cujas versões anteriores já foram exportadas para nações da Ásia, África e Oriente Médio para competir com tecnologias americanas e israelenses. O Wing Loong 3 surge como uma evolução mais pesada e robusta da linha, focada em reduzir a dependência de aviões tripulados em patrulhas oceânicas.

Embora as capacidades operacionais anunciadas pela indústria chinesa ainda careçam de validação independente ampla, os dados técnicos indicam uma mudança estratégica na defesa de Pequim, priorizando a escala e a persistência de sistemas autônomos em cenários de conflito e monitoramento global.

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