China dispara míssil de submarino nuclear no Pacífico em primeiro lançamento público desde 1982
A China disparou um míssil balístico de um submarino nuclear no Oceano Pacífico nesta segunda-feira. O Exército Popular de Libertação realizou a primeira operação pública desse tipo desde 1982, gerando reações negativas de Nova Zelândia, Austrália e Japão
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A China disparou um míssil balístico a partir de um submarino nuclear no Oceano Pacífico nesta segunda-feira, em uma manobra que marca o primeiro lançamento público dessa natureza realizado pelo país desde 1982. A operação, conduzida pelo Exército Popular de Libertação, ocorreu em águas abertas, divergindo do padrão chinês de realizar testes dentro de suas próprias fronteiras.
O governo de Pequim, por meio do porta-voz da Marinha Wang Xuemeng, classificou a ação como parte do cronograma anual de treinamento militar e afirmou que a operação respeitou o direito internacional, sem visar alvos ou países específicos. Embora a China tenha notificado previamente governos da região, a manobra gerou reações negativas em países vizinhos. A Nova Zelândia definiu o ato como inadequado, rejeitando o uso do Pacífico Sul como campo de testes, enquanto a Austrália descreveu a atividade como desestabilizadora. O Japão também manifestou séria preocupação e solicitou que a China reavalie a realização de tais testes.
A natureza do lançamento é considerada estratégica devido ao uso de um submarino nuclear. Diferente de navios convencionais, essas embarcações podem permanecer submersas por meses, dificultando a detecção e tornando a origem de um eventual ataque imprevisível, o que as posiciona como elementos centrais da dissuasão nuclear.
Apesar da operação, Pequim não detalhou o modelo do míssil utilizado. A frota chinesa opera atualmente o JL-2, de alcance intercontinental, e o JL-3, versão mais moderna e com maior alcance. Também não houve confirmação sobre qual submarino executou o disparo ou se a atividade possui vínculo com os exercícios navais conjuntos realizados com a Rússia nas proximidades de Qingdao.
Este evento sucede outro lançamento ocorrido em setembro de 2024, quando a China disparou um míssil intercontinental em direção ao Pacífico, próximo à Polinésia Francesa. O conjunto dessas ações sinaliza a intenção de Pequim de demonstrar suas capacidades estratégicas em um cenário de crescente tensão militar no Pacífico.