China e Paquistão pedem a retomada do diálogo e do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã
China e Paquistão pediram a retomada do diálogo e a implementação de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em reunião nesta quinta-feira. Os ministros Wang Yi e Ishaq Dar defenderam o cumprimento do memorando de entendimento sobre sanções, segurança regional e navegação
China e Paquistão cobraram a retomada do diálogo e a implementação de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A posição foi defendida pelos ministros das Relações Exteriores de ambos os países, Wang Yi e Ishaq Dar, durante encontro realizado nesta quinta-feira (16), em Xangai.
O acordo de cessar-fogo
A diplomacia chinesa enfatizou a necessidade de que as partes envolvidas respeitem o memorando de entendimento assinado em 17 de junho, documento que teve a mediação do Paquistão. O acordo previa a interrupção das hostilidades e estabelecia janelas de negociação para tratar de três eixos centrais:
* Sanções econômicas;
* Segurança regional;
* Navegação no Estreito de Ormuz.
Escalada de conflitos
Apesar do pacto, o cenário deteriorou-se após o presidente Donald Trump ordenar novos ataques contra o Irã, sob a justificativa de que o regime iraniano teria violado o memorando ao atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
A tensão atingiu o ápice na última semana, quando Trump declarou o encerramento oficial do cessar-fogo. Desde então, o Exército americano intensificou os bombardeios contra o Irã, que respondeu com retaliações direcionadas a navios no Estreito de Ormuz e a países localizados no Golfo Pérsico.
Contexto diplomático
A manifestação de Pequim e Islamabad ocorre em um momento de atrito bilateral, poucas horas depois de Donald Trump acusar a China de ter interferido nas eleições presidenciais dos Estados Unidos no ano de 2020.