China e Rússia realizarão manobras militares conjuntas no leste chinês e no Oceano Pacífico
As marinhas de China e Rússia realizarão manobras conjuntas no Mar Amarelo e em Qingdao este mês. Após os exercícios, as forças militares farão patrulhas compartilhadas no Oceano Pacífico. A operação integra um cronograma anual de treinamentos
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As marinhas de China e Rússia realizarão manobras conjuntas nas águas e no espaço aéreo do leste chinês durante este mês. A operação, confirmada pelo Ministério da Defesa chinês no domingo (5), terá como cenários o Mar Amarelo e as proximidades de Qingdao. Após a conclusão dos exercícios, as forças militares de ambos os países se deslocarão para áreas estratégicas do Oceano Pacífico para conduzir patrulhas marítimas compartilhadas.
A iniciativa faz parte de um cronograma anual de treinamentos que, segundo Pequim, visa a manutenção da estabilidade regional e o enfrentamento de desafios de segurança. O movimento ocorre em um período de forte atrito entre a China e os Estados Unidos, motivado pela intenção do governo de Xi Jinping de anexar Taiwan. Recentemente, a China solicitou que Washington adote cautela máxima em relação ao território da ilha separatista.
Para justificar a vigilância constante da região com navios de guerra, Pequim alega a necessidade de garantir a soberania territorial. Em resposta ao aumento da atividade naval chinesa e ao risco de infiltrações, o governo de Taiwan intensificou seus preparativos contra uma possível invasão.
Como medida preventiva, as Forças Armadas de Taiwan restabeleceram aulas patrióticas de caráter anticomunista para formandos de sua academia militar. A prática havia sido interrompida há 25 anos, tendo sido renomeada como "educação patriótica" em 2002. O retorno desse treinamento remete às campanhas difundidas durante a Guerra Fria, que alertavam sobre os perigos do governo comunista chinês.