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Chuvas de monção causam mortes e interrompem serviços essenciais na Índia e em Bangladesh

06 de Julho de 2026 às 06:14

Chuvas de monção causaram a morte de seis pessoas em Mumbai e ao menos oito em Cox's Bazar, no Bangladesh. O volume de precipitação na cidade indiana superou 100 mm, provocando interrupções em transportes, voos e fechamento de instituições de ensino. Autoridades indianas instalaram sistemas de alerta em 225 vilarejos de risco

Chuvas de monção causam mortes e interrompem serviços essenciais na Índia e em Bangladesh
Francis Mascarenhas /Reuters

As chuvas de monção provocaram mortes e a interrupção de serviços essenciais em diversas regiões da Índia e em Bangladesh no último domingo (5). Em Mumbai, centro financeiro indiano, o desabamento de imóveis na área de Mankhurd, nos subúrbios orientais, resultou na morte de seis pessoas, entre elas cinco crianças e uma mulher. O volume de precipitação na cidade superou os 100 mm, atingindo picos de 161 mm em localidades específicas.

A tempestade causou a queda de árvores sobre vias públicas e fiações elétricas. Em um episódio registrado por volta das 10h30, a queda de uma árvore de grande porte esmagou entre sete e oito veículos. Desde o final do mês passado, incidentes semelhantes com queda de árvores já haviam causado três mortes na cidade.

A infraestrutura de transportes foi severamente comprometida. O fechamento total da rodovia que liga Mumbai a Pune ocorreu devido a deslizamentos de terra, com registros de entulho de construção no asfalto e infiltrações em túneis. O impacto estendeu-se ao aeroporto, com atrasos e interrupções de voos, e ao sistema ferroviário, com o cancelamento de trens de longa distância, incluindo a linha para Pune. Em decorrência dos alagamentos urbanos, escolas e faculdades permaneceram fechadas nesta segunda-feira (6).

Como medida preventiva contra novos deslizamentos, as autoridades indianas instalaram sistemas de áudio em 225 vilarejos mapeados como áreas de risco. Oficiais de monitoramento foram alocados nessas localidades para emitir alertas, avaliar a situação em tempo real e coordenar evacuações emergenciais.

Em Bangladesh, deslizamentos de terra em Cox's Bazar, que abriga o maior campo de refugiados do mundo, causaram a morte de ao menos oito pessoas. A lama e os destroços soterraram abrigos em quatro pontos diferentes dos campos enquanto os moradores dormiam.

O cenário de tempestades severas em julho sucede um mês de junho que foi o quinto mais seco desde o início dos registros históricos da Índia, em 1901. A irregularidade das monções, que representam 70% das chuvas anuais do país, gera preocupação sobre o crescimento econômico indiano, avaliado em quase US$ 4 trilhões, e a produção agrícola. A dependência é crítica, pois metade da população tira seu sustento da agricultura e quase metade das terras cultiváveis não possui sistemas de irrigação.

Apesar dos danos recentes, o diretor-geral do Departamento de Meteorologia da Índia (IMD), Mrutyunjay Mohapatra, prevê que o acumulado de chuvas de julho deve ficar abaixo de 94% da média histórica. Para esta segunda-feira, a projeção indica a redução da intensidade dos temporais, com previsão de chuvas leves em diversos pontos da região da capital nacional.

Com informações de G1

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