CIA conduz ofensiva secreta contra cartéis de drogas no México com foco em eliminar lideranças
A CIA realiza operações secretas contra cartéis no México, focando na eliminação de lideranças e desmantelamento de redes criminosas. A agência participou das mortes de El Mencho e Francisco Beltran, apesar da negação do governo mexicano sobre a legalidade de tais ações
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A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos conduz uma ofensiva secreta contra cartéis de drogas no México, focando na eliminação de lideranças e no desmantelamento de redes criminosas. A atuação da agência, que envolve desde o compartilhamento de informações até o apoio direto em assassinatos, segue a lógica de missões antiterrorismo aplicadas globalmente em outros contextos.
Essa estratégia ocorre paralelamente a uma investida pública do governo de Donald Trump, que classificou cartéis como o de Sinaloa, Jalisco e a Nueva Familia Michoacána como organizações terroristas estrangeiras, alegando que tais grupos estão em guerra com os Estados Unidos.
A participação da CIA foi confirmada pelos governos norte-americano e mexicano na operação que resultou na morte de El Mencho, o narcotraficante mais procurado do mundo. Outra ação conjunta ocorreu no início do ano, culminando na morte de Francisco Beltran, o "El Payin", cujo veículo explodiu em uma rodovia próxima à Cidade do México. A presença de agentes da agência em solo mexicano também ficou evidente em abril, quando dois agentes morreram em uma explosão de carro em Chihuahua.
A legalidade dessas incursões é questionada, pois não há confirmação de que as operações possuam o aval do governo mexicano, o que as tornaria inconstitucionais no país. No episódio de Chihuahua, as autoridades locais afirmaram que os agentes não tinham autorização para atuar no território.
Em resposta às revelações, o secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, rejeitou a possibilidade de operações letais ou unilaterais de agências estrangeiras em solo nacional. A CIA, por sua vez, classificou as informações como falsas e as definiu como propaganda dos cartéis, embora não tenha detalhado a acusação.