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Cinco italianos morrem em acidente de mergulho nas Maldivas durante exploração de cavernas submarinas

16 de Maio de 2026 às 06:12

Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho na última quinta-feira (14), no Atol de Vaavu, nas Maldivas. O grupo explorava cavernas a 50 metros de profundidade, superando o limite recreativo de 30 metros. Apenas o corpo do instrutor Gianluca Benedetti foi recuperado

Cinco italianos morrem em acidente de mergulho nas Maldivas durante exploração de cavernas submarinas
AP

Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho ocorrido na última quinta-feira (14), no Atol de Vaavu, nas Maldivas. O episódio é classificado pelas autoridades locais como a maior tragédia de mergulho já registrada no arquipélago. Até agora, apenas o corpo do instrutor Gianluca Benedetti, natural de Pádua, foi recuperado.

O grupo realizava um mergulho matinal próximo à ilha de Alimatha, região conhecida pela observação da vida marinha, mas que apresenta riscos devido a correntes oceânicas fortes, túneis naturais e paredões profundos. As vítimas desapareceram após não retornarem à superfície até o meio-dia. Na ocasião, as condições climáticas eram desfavoráveis, com a vigência de um alerta amarelo de mau tempo.

De acordo com o governo italiano, as mortes teriam ocorrido durante a exploração de cavernas submarinas a aproximadamente 50 metros de profundidade, marca que excede o limite de 30 metros recomendado para mergulhos recreativos na região. As autoridades locais acreditam que as vítimas estejam em uma caverna de difícil acesso.

A operação de busca pelos quatro corpos restantes, iniciada na sexta-feira (15), foi interrompida por instabilidades climáticas. As equipes de resgate classificam a missão como de alto risco, pois as áreas submarinas envolvidas são evitadas até mesmo por mergulhadores profissionais.

Entre as vítimas estão a professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, e sua filha, a estudante de Engenharia Biomédica Giorgia Sommacal. O grupo incluía ainda a pesquisadora de Turim, Muriel Oddenino di Poirino, e o instrutor de mergulho Federico Gualtieri, formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova. A Embaixada da Itália no Sri Lanka presta assistência consular às famílias.

O Atol de Vaavu situa-se no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros de Malé, a capital das Maldivas. O arquipélago, composto por 1.192 ilhas de coral, é um destino de luxo procurado por mergulhadores devido aos seus complexos remotos. No entanto, a região registra frequência de acidentes marítimos; dados da polícia local indicam que 112 turistas morreram em incidentes semelhantes nos últimos seis anos.

Com informações de G1

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