Colômbia acusa Equador de interferir em processo eleitoral presidencial após suspensão de tarifas comerciais
A Colômbia acusou o Equador de interferir nas eleições presidenciais após o presidente Daniel Noboa suspender tarifas comerciais bilaterais. O Ministério das Relações Exteriores colombiano refutou a medida e anunciou a retirada de ações mitigadoras contra as taxas equatorianas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/D/e/ATORLjQAKnJib6JDJDmQ/2025-10-23t173631z-859815302-rc2thham8a7w-rtrmadp-3-colombia-politics.jpg)
O governo da Colômbia acusou o Equador de interferir deliberadamente no processo eleitoral presidencial que ocorre neste domingo. A tensão diplomática foi desencadeada após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciar a suspensão de tarifas comerciais bilaterais a partir de 1º de junho, decisão tomada após diálogo com Abelardo De La Espriella, candidato de direita e opositor da gestão atual.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia refutou a narrativa de que a remoção das taxas fosse uma medida de boa fé do governo de Noboa. Apesar do impasse, a pasta colombiana informou que irá retirar as medidas que haviam sido implementadas para mitigar as tarifas impostas pelo Equador.
O conflito comercial entre as duas nações persiste há meses. O Equador justificou a cobrança de tarifas alegando que a Colômbia falhou no combate ao narcotráfico na fronteira de 586 quilômetros, argumento negado pelo presidente Gustavo Petro.
No cenário político, Petro, que não pode concorrer à reeleição, apoia a candidatura de esquerda de Iván Cepeda. De La Espriella, que concorre como independente, disputa o pleito ao lado de Cepeda e da senadora de direita Paloma Valencia. O gabinete do presidente Daniel Noboa não se manifestou sobre as acusações de interferência.