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Colômbia decide sucessão presidencial entre candidatos de ultradireita e de esquerda neste domingo

21 de Junho de 2026 às 06:04

Colômbia elege novo presidente neste domingo (21) em disputa entre Abelardo de la Espriella, de ultradireita, e Iván Cepeda, de esquerda. Espriella lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto Cepeda conta com o apoio do atual presidente Gustavo Petro

Colômbia decide sucessão presidencial entre candidatos de ultradireita e de esquerda neste domingo
Reuters/Luisa Gonzalez; Reuters/Sergio Acero

A Colômbia decide neste domingo (21) a sucessão presidencial em uma disputa polarizada entre Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita, e Iván Cepeda, representante da esquerda e apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. A eleição ocorre em um cenário onde a vitória de Espriella, que lidera as pesquisas de intenção de voto, significaria o encerramento do primeiro governo de esquerda na história do país, nação marcada por mais de seis décadas de conflito armado interno.

A campanha de Espriella é pautada por uma estética teatral e a ausência de experiência em cargos públicos. O candidato adotou a imagem de um tigre, apelido originado de uma declaração do ex-presidente Álvaro Uribe — que governou entre 2002 e 2010 e apoia a candidatura após a derrota de seu partido no primeiro turno. A estratégia de marketing, que inclui o uso de inteligência artificial e fogos de artifício, busca alinhar Espriella a figuras como Donald Trump e Javier Milei.

O candidato de ultradireita também utiliza símbolos militares para atrair eleitores, promovendo a saudação "Firme pela pátria!" e a prática da continência entre seus apoiadores, apesar de não possuir formação na área. Seus eventos contam com a presença de militares reformados em trajes camuflados e a promessa de que sua posse ocorra em um batalhão, enfatizando a valorização dos soldados. O contexto é sensível, visto que uma comissão do acordo com as Farc estimou que ao menos 403 mil membros da força pública foram vítimas durante o conflito interno.

Outro elemento central da estratégia de Espriella é o uso da camisa amarela da seleção colombiana de futebol, aproveitando a proximidade da Copa do Mundo de 2026. A peça tornou-se um símbolo da direita, com apoiadores vestindo camisas de jogadores como Luis Díaz e James Rodríguez. A apropriação do símbolo nacional gerou reações da esquerda e até a tentativa de proibição por uma juíza em junho, decisão que foi posteriormente suspensa pela Suprema Corte. Como resposta, o presidente Petro e seus ministros também passaram a vestir a camisa para tentar desvincular o item da direita.

Em contrapartida, Iván Cepeda, filósofo e defensor dos direitos humanos de 63 anos, conduz uma campanha austera. Sua estratégia de mobilização foca na Geração Z, especificamente nos fãs de K-pop. Esse grupo organiza encontros em Bogotá e promove as propostas do candidato por meio de vídeos com músicas de grupos como o BTS, cartazes e danças. O gesto simbólico de Cepeda é o "coração coreano", feito com os dedos, conectando sua imagem ao movimento cultural sul-coreano para dinamizar a candidatura.

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