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Colômbia define a sucessão da Presidência neste domingo em pleito marcado por polarização política

30 de Maio de 2026 às 08:15

A Colômbia elege seu novo presidente neste domingo (31), com disputa entre Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella. Caso nenhum candidato atinja 50% dos votos, haverá segundo turno em 21 de junho. O eleito enfrentará um Legislativo fragmentado e crises de segurança pública

Colômbia define a sucessão da Presidência neste domingo em pleito marcado por polarização política
Reuters

A Colômbia define a sucessão de sua Presidência neste domingo (31), em um pleito marcado por um cenário político polarizado e desafios persistentes de segurança interna. Como a legislação do país veda a reeleição para mandatos consecutivos, o atual governante, Gustavo Petro, não concorre ao cargo, apoiando a candidatura de Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico. A disputa principal concentra-se entre a esquerda e nomes da direita, como Paloma Valencia, ligada a Álvaro Uribe, e Abelardo de la Espriella, que adota uma plataforma antissistema. Caso nenhum dos postulantes alcance a maioria absoluta de 50% dos votos, a decisão será transferida para o segundo turno, agendado para 21 de junho.

O novo mandatário assumirá a gestão de um Legislativo altamente fragmentado, reflexo das eleições parlamentares ocorridas em 8 de março. Atualmente, o Congresso é composto por 183 deputados e 103 senadores, distribuídos entre diversas siglas. Embora o Pacto Histórico detenha a maior fatia de cadeiras — com 20,6% na Câmara (36 assentos) e 22,7% no Senado (25 assentos) —, a presença de 32 partidos na Câmara e oito no Senado impede que qualquer candidato tenha maioria clara. Essa configuração obriga o futuro presidente a negociar coalizões para garantir a estabilidade do governo, evitando o impasse enfrentado por Gustavo Petro, que teve diversas reformas barradas no Parlamento.

A segurança pública é outro ponto crítico da agenda eleitoral. O país registra um aumento da violência urbana, tendência similar à observada no Peru e no Equador. A tensão política atingiu o ápice em 2025, com o assassinato do pré-candidato Miguel Uribe Turbay, representante de Álvaro Uribe. A vítima foi baleada por um menor de idade em 7 de junho, na região de Fontibón, em Bogotá, e faleceu em 11 de agosto após dois meses de internação.

A instabilidade é agravada por conflitos armados recentes. Em abril, um atentado com bomba causou ao menos 20 mortes e, na última quinta-feira (28), confrontos entre facções da extinta guerrilha Farc na Amazônia resultaram em 52 rebeldes mortos.

Apesar de o acordo de paz firmado por Juan Manuel Santos com as Farc completar dez anos em 2026, grupos guerrilheiros mantêm influência em diversas regiões. Atualmente, organizações como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências de ex-membros das Farc, lideradas por figuras como Calarcá e Iván Mordisco, operam focadas no tráfico de drogas e na mineração ilegal, além de recrutarem crianças para combates territoriais. O próximo presidente deverá decidir se mantém a estratégia de negociação e anistia defendida por Gustavo Petro ou se optará por uma política de repressão militar.

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