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Colômbia e Bolívia rompem relações diplomáticas após a expulsão recíproca de embaixadores

21 de Maio de 2026 às 06:28

Colômbia e Bolívia romperam relações diplomáticas nesta quarta-feira (20) com a expulsão recíproca de embaixadores. A medida ocorreu após declarações do presidente Gustavo Petro sobre manifestações contra o governo de Rodrigo Paz

Colômbia e Bolívia rompem relações diplomáticas após a expulsão recíproca de embaixadores
Leonardo Fernandez Viloria e Claudia Morales / Reuters

A relação diplomática entre Colômbia e Bolívia sofreu uma ruptura imediata nesta quarta-feira (20), com a expulsão recíproca de embaixadores. A medida da chancelaria colombiana ocorreu horas após o governo de La Paz ter banido a diplomata Elizabeth García, sob a acusação de interferência nos assuntos internos do país.

O conflito foi desencadeado por declarações do presidente colombiano Gustavo Petro, que classificou como "insurreição popular" as manifestações contra o governo de Rodrigo Paz. Petro, que mantém proximidade com o ex-presidente Evo Morales, afirmou que a população boliviana está sendo assassinada e se propôs a mediar o conflito entre os manifestantes e o Estado, argumentando que a gestão atual é questionada pelo povo.

A instabilidade na Bolívia é marcada por protestos de mineiros, operários e camponeses que, desde o início de maio, exigem a renúncia de Rodrigo Paz. O cenário é agravado pela crise econômica mais severa do país em quatro décadas, com a inflação anual atingindo 14% em abril. O governo atual, que assumiu a presidência há seis meses e encerrou um ciclo de 20 anos de governos socialistas de Morales e Luis Arce, enfrenta o esgotamento das reservas de dólares. A situação foi intensificada pela eliminação dos subsídios aos combustíveis em dezembro.

Enquanto a Bolívia acusa a Colômbia de interferência direta, o governo de Paz consolida sua posição internacional como um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina.

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