Colômbia e Peru elegem presidentes de direita e consolidam ascensão do conservadorismo na América do Sul
Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial na Colômbia, superando Iván Cepeda por menos de 250 mil votos. No Peru, Keiko Fujimori lidera a apuração com vantagem de 40 mil votos sobre Roberto Sánchez. Ambos os candidatos eleitos ou favoritos são de direita
A Colômbia e o Peru consolidam a tendência de ascensão do campo conservador na América do Sul com a eleição de presidentes de direita. Na Colômbia, a apuração preliminar do pleito realizado neste domingo (21) aponta a vitória do empresário Abelardo de la Espriella, que venceu o senador Iván Cepeda — apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro — por uma diferença inferior a 250 mil votos. Espriella baseou sua plataforma em discursos de linha dura contra a criminalidade e em uma postura anti-establishment, inspirada no modelo de Nayib Bukele, presidente de El Salvador.
A vitória do novo presidente colombiano repercutiu internacionalmente, recebendo congratulações de Donald Trump, que mencionou a construção de uma relação poderosa entre os Estados Unidos e a Colômbia. Também manifestaram apoio Javier Milei, Flávio Bolsonaro e Marco Rubio. Este último defende que os governos eleitos na América Latina integrem a aliança proposta por Trump, denominada Escudo das Américas. Enquanto isso, o candidato derrotado, Iván Cepeda, indicou que solicitará a recontagem dos votos.
No Peru, o cenário é similar. Com 99,7% dos votos contabilizados na eleição de 7 de junho, Keiko Fujimori lidera a apuração com uma vantagem de aproximadamente 40 mil votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. Filha de Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000 e foi condenado por crimes contra a humanidade e corrupção, Keiko amplia a distância do adversário na contagem. Em resposta, o partido de Sánchez convocou manifestações e declarou que não respeitará o resultado do pleito.