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Confrontos entre Israel e Hezbollah recuam após acordo entre Estados Unidos e Irã

15 de Junho de 2026 às 09:50

Confrontos entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano diminuíram nesta segunda-feira (15) após acordo entre Estados Unidos e Irã. O conflito causou quase 3.800 mortes e deslocou 1,2 milhão de pessoas no Líbano. Israel, que não assinou o pacto, mantém tropas na região e determinou a remoção de infraestruturas do Hezbollah

A intensidade dos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano recuou nesta segunda-feira (15), reflexo de um acordo firmado no último fim de semana entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Desde a divulgação do pacto, o Hezbollah cessou os ataques a alvos israelenses, enquanto Israel reduziu significativamente suas ofensivas, embora ainda tenham sido registrados disparos de artilharia em cidades do sul libanês e a presença de um drone sobre Beirute e seus subúrbios ao sul.

Apesar da trégua parcial, a desconfiança persiste. No Líbano, autoridades e conselhos municipais orientaram a população deslocada a não retornar às suas casas prematuramente, aguardando a retirada das tropas israelenses. A hesitação é compartilhada por civis, como Mona Mazeh, refugiada no bairro de Hamra, em Beirute, que evita voltar à sua vila próxima a Tiro por não confiar nas ações de Israel. Em Nabatieh, cidade devastada por bombardeios, Mohammed Daqdouq, que retornou na segunda-feira para avaliar sua residência, destacou a magnitude da destruição e a necessidade de longo prazo para a reconstrução da localidade.

O conflito, iniciado no fim de fevereiro após o Hezbollah abrir fogo contra Israel em apoio a Teerã — dias depois de ataques dos EUA e Israel ao território iraniano —, resultou em quase 3.800 mortes e no deslocamento de 1,2 milhão de pessoas no Líbano. Nas últimas semanas, as Forças Armadas de Israel intensificaram a destruição de estruturas no sul do país, sob a justificativa de combater militantes do Hezbollah infiltrados em áreas civis de regiões predominantemente xiitas.

Israel, contudo, não é signatário do acordo entre Washington e Teerã. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o país manterá suas tropas nas zonas de segurança da Síria, de Gaza e do sul do Líbano, alertando que haverá retaliações caso o Irã ataque Israel por conta de eventos no território libanês. Katz determinou ainda a desocupação de residentes locais na zona de segurança do sul do Líbano e a remoção de toda a infraestrutura ligada ao Hezbollah, incluindo residências em vilas vizinhas.

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