Confrontos entre policiais e manifestantes marcam abertura da Copa do Mundo na Cidade do México
Confrontos entre policiais e manifestantes deixaram feridos nos arredores do Estádio Azteca durante a abertura da Copa do Mundo, na Cidade do México. Protestos de professores e familiares de desaparecidos ocorreram simultaneamente a tumultos na Fan Fest da Praça da Constituição. O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim denunciou a negação de vistos americanos para o evento
Confrontos entre policiais e manifestantes marcaram a quinta-feira (11) nos arredores do Estádio Azteca, na Cidade do México, durante a partida de abertura da Copa do Mundo. O conflito resultou em feridos, incluindo um policial com sangramento na cabeça.
Enquanto a cerimônia ocorria, grupos de professores em greve e familiares de pessoas desaparecidas realizaram protestos em diversos pontos da zona sul da capital mexicana. Os manifestantes tentaram se aproximar do estádio desde as primeiras horas do dia, mas foram barrados por um forte contingente policial, que manteve o acesso livre apenas para os torcedores. No caso dos professores do ensino fundamental e médio, a mobilização é motivada por reivindicações salariais e de aposentadoria, após a rejeição de uma proposta governamental em reunião realizada na noite de quarta-feira.
A presidente Sheinbaum classificou as manifestações como provocações planejadas para gerar imagens de repressão durante o torneio, afirmando que não cederá a essa estratégia.
Paralelamente aos protestos, a organização de eventos da Fifa registrou tumultos e empurra-empurra na Fan Fest localizada na Praça da Constituição, no centro da cidade. A confusão foi causada pela alta concentração de pessoas e pela instalação de placas metálicas de segurança da polícia mexicana, o que dificultou a circulação e a saída do público.
O México sedia 13 das 104 partidas da competição. No entanto, a logística de entrada no torneio enfrenta entraves migratórios. O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim (CNSE) denunciou a impossibilidade de levar sua torcida ao evento devido à negação de vistos americanos. Julien Kouadio Adonis, presidente do organismo, afirmou que os Estados Unidos manifestaram explicitamente o desejo de não receber os torcedores do país africano.