Mundo

Darline Graham Nordone é a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado

13 de Julho de 2026 às 18:16

O governador Henry McMaster nomeou Darline Graham Nordone para ocupar a vaga do senador Lindsey Graham, falecido aos 71 anos. Nordone, primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA, assume o cargo nesta quarta-feira até 3 de janeiro

Darline Graham Nordone é a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado
REUTERS/Valentyn Ogirenko

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, nomeou Darline Graham Nordone para assumir a vaga de seu irmão, o senador Lindsey Graham, que faleceu inesperadamente no último sábado (11). O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13).

Nordone, que era a parente mais próxima do senador — Graham não tinha filhos nem era casado —, deve tomar posse na quarta-feira. Com a nomeação, ela se torna a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA. Ela ocupará a cadeira até o dia 3 de janeiro, data em que se encerra o mandato original do irmão.

A escolha do suplente cabe ao governador do estado, conforme a legislação local, não havendo obrigatoriedade de manutenção do partido político, embora McMaster e Graham fossem ambos membros do Partido Republicano.

Circunstâncias da morte

Lindsey Graham morreu aos 71 anos após o que foi descrito como uma "doença repentina e breve". Embora o serviço de emergência tenha sido acionado para atender uma parada cardíaca em sua residência em Washington D.C., a causa oficial do óbito ainda não foi confirmada.

O senador tinha compromissos agendados para o domingo (12), incluindo uma participação no programa "Meet the Press", da NBC.

Trajetória política e atuação externa

Eleito para o Senado em 2002, Graham construiu uma carreira de mais de 30 anos na política. Iniciou sua trajetória em 1992 como deputado estadual, após atuar como advogado na Justiça Militar e comum. Sua visibilidade nacional cresceu em 1999, ao integrar a comissão da Câmara que aprovou o impeachment de Bill Clinton.

No Senado, Graham presidiu a Comissão de Orçamento e integrou as comissões de Apropriações, Judiciária e de Meio Ambiente e Obras Públicas. Sua atuação foi marcada por:

  • Política Externa: Defesa do uso da força militar e do fortalecimento da defesa nacional.
  • Segurança Global: Atuação consistente na Guerra ao Terror e apoio a nações que valorizam a liberdade.
  • Ucrânia: Recentemente, integrou delegação em Kiev para viabilizar a ampliação de sanções dos EUA contra a Rússia.

Relação com Donald Trump e mudanças de postura

Graham foi conhecido como um dos "Três Amigos", grupo que incluía McCain e Joe Lieberman e defendia o intervencionismo americano. No entanto, após a eleição de Donald Trump, Graham alterou significativamente seu posicionamento, tornando-se um dos principais aliados do presidente.

Essa mudança foi justificada por Graham em 2018, sob a premissa de que, após as eleições, havia a obrigação de auxiliar o presidente eleito para que o país seguisse adiante. Em 2016, o senador chegou a disputar a indicação republicana à Presidência, mas foi derrotado por Trump nas prévias.

Apesar da proximidade com Trump, Graham enfrentou resistências na ala conservadora do partido, como ao votar a favor de uma juíza indicada por Barack Obama para a Suprema Corte. Em 2020, ele também participou de tentativas de contestar o resultado da eleição presidencial, questionando a certificação de votos por correio na Geórgia.

Repercussões internacionais e nacionais

A morte do senador gerou reações de líderes globais e colegas de parlamento:

  • Donald Trump: Classificou Graham como um patriota e "uma das melhores pessoas".
  • Volodymyr Zelensky: O presidente da Ucrânia descreveu-o como um defensor da liberdade e de valores de segurança global.
  • Benjamin Netanyahu: O primeiro-ministro de Israel destacou a visão de Graham sobre a inseparabilidade da segurança entre Israel e Estados Unidos.
  • John Thune: O líder da maioria no Senado ressaltou a dedicação de Graham à Força Aérea e ao Congresso.

O falecimento ocorre em um contexto de debate sobre a transparência da saúde de parlamentares nos EUA, citando casos como o do senador Mitch McConnell, hospitalizado recentemente por motivos não revelados, e do deputado Tom Kean Jr., que se afastou por depressão sem aviso prévio.

Notícias Relacionadas