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Defesa de Luigi Mangione alegará distúrbio emocional extremo no processo por morte de executivo

17 de Junho de 2026 às 12:06

Luigi Mangione, acusado de matar o CEO Brian Thompson em Nova York, alegará distúrbio emocional extremo em sua defesa. O réu enfrenta processos por homicídio e perseguição, com julgamento previsto para setembro

Luigi Mangione, acusado de matar Brian Thompson, CEO de uma seguradora de saúde nos Estados Unidos, pretende basear sua defesa na alegação de que enfrentava um estado de distúrbio emocional extremo. A estratégia foi revelada nesta quarta-feira (17), durante audiência conduzida pelo juiz Gregory Carro, em um tribunal estadual de Manhattan, Nova York.

O crime ocorreu em 4 de dezembro de 2024, quando Thompson, de 50 anos, foi baleado pelas costas enquanto caminhava por Manhattan. Câmeras de segurança registraram a ação de um atirador mascarado. De acordo com a polícia, as munições utilizadas continham as palavras “atrasar”, “negar” e “depor”, termos que remetem às práticas de seguradoras para evitar o pagamento de indenizações.

Mangione, 28 anos e natural de uma família abastada de Baltimore, foi detido cinco dias após o homicídio em um McDonald's na cidade de Altoona, Pensilvânia, a aproximadamente 370 quilômetros do local do crime. Embora negue as acusações, ele enfrenta processos estaduais por homicídio e federais por perseguição, crimes que podem levar à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

A defesa do acusado obteve decisões favoráveis recentemente. Em janeiro, a juíza Margaret Garnett rejeitou as acusações federais de homicídio e porte de arma com silenciador, o que inviabilizou a aplicação da pena de morte, contrariando a intenção do governo Trump. Mais recentemente, a Justiça acolheu o pedido dos advogados para anular as provas colhidas durante a prisão na Pensilvânia. O tribunal considerou que a revista na mochila de Mangione e os depoimentos colhidos foram ilegais, pois o jovem não foi informado de seus direitos.

Apesar dessas decisões, a promotoria sustenta que possui evidências concretas para ligar o réu ao assassinato, citando a existência de DNA, impressões digitais, um aparelho celular e uma segunda mochila que teria sido deixada por ele durante a fuga de Nova York. O julgamento está previsto para começar em setembro.

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