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Dessalinizadora do Llobregat produz até 200 milhões de litros de água potável por dia em Barcelona

23 de Maio de 2026 às 18:07

A dessalinizadora do Llobregat produz até 200 milhões de litros de água potável por dia para a região metropolitana de Barcelona. O sistema utiliza osmose reversa para tratar a água captada no Mar Mediterrâneo, complementando o abastecimento público

Dessalinizadora do Llobregat produz até 200 milhões de litros de água potável por dia em Barcelona
Espanha usa torres submarinas no Mediterrâneo para abastecer megacentral que produz até 200 milhões de litros de água potável.

A região metropolitana de Barcelona conta com a dessalinizadora do Llobregat para ampliar a segurança hídrica de uma área com alta densidade urbana, forte atividade econômica e fluxo turístico. A unidade, integrada ao sistema público Ter-Llobregat, reduz a dependência de aquíferos, reservatórios e rios, funcionando como uma fonte complementar estratégica, especialmente em períodos de estiagem ou aumento da demanda.

A operação começa no fundo do Mar Mediterrâneo, onde duas torres instaladas a 30 metros de profundidade e a 2,2 quilômetros da costa captam a água salgada. Essa localização submersa minimiza a exposição do sistema a interferências comuns em zonas costeiras. Do ponto de captação, o volume percorre conduções de 2,2 quilômetros até uma estação de bombeamento na praia, que impulsiona a água para a planta industrial situada próxima à foz do rio Llobregat, através de uma tubulação terrestre de cerca de 3 quilômetros que passa sob o rio.

Com capacidade de produzir até 200 milhões de litros de água potável por dia (200 mil metros cúbicos), a instalação pode acrescentar 60 hectômetros cúbicos anuais ao sistema público, conforme referências operacionais da ATL e da Agência Catalã da Água.

O processo de transformação da água bruta em potável envolve etapas rigorosas de bombeamento, pré-tratamento para remoção de impurezas e materiais em suspensão, filtração, remineralização e controles de qualidade. O núcleo tecnológico da planta é a osmose reversa, sistema que utiliza membranas para reter sais e componentes naturais da água marinha. A eficiência dessa fase depende da pressão aplicada e do estado das membranas.

Como resultado do tratamento, a operação gera duas correntes: a água dessalinizada, destinada ao consumo, e a salmoura, um rejeito com alta concentração de sais que requer descarte controlado.

A infraestrutura do Llobregat exemplifica a complexidade da dessalinização em larga escala, exigindo energia, licenciamento ambiental e manutenção especializada em ambiente marinho. Embora garanta um suprimento regular para Barcelona e municípios vizinhos, a tecnologia não substitui o planejamento hídrico amplo, coexistindo com a conservação de mananciais, o reaproveitamento de água e o controle de perdas na rede de distribuição.

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