Díaz-Canel defende fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos como solução para a crise cubana
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, defendeu o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos como solução para a crise no país. Washington ofereceu 100 milhões de dólares em auxílio humanitário via Igreja Católica, enquanto a ilha enfrenta apagões e protestos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/0/5/fMdEmDSPGDwetbmsBQqQ/2026-03-13t090033z-1380595140-rc2d2jafqprm-rtrmadp-3-usa-cuba.jpg)
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, defendeu que a remoção do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos seria a medida mais eficaz para socorrer a ilha. A declaração ocorre após Washington oferecer um auxílio humanitário de 100 milhões de dólares, valor que o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, indicou na última quarta-feira (14) estar sob análise para aceitação. A condição para a liberação da verba é que a distribuição seja intermediada pela Igreja Católica.
A crise energética em Cuba se intensificou desde o fim de janeiro, quando os Estados Unidos implementaram um bloqueio no setor. O cenário resultou no esgotamento das reservas de combustível do país, conforme confirmado pelo ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy. Na última terça-feira, cortes simultâneos de energia atingiram 65% do território nacional, e o leste da ilha enfrentou um apagão generalizado nesta quarta-feira.
A instabilidade elétrica provocou manifestações populares em Havana, onde ocorreram panelaços de protesto. Em contrapartida, o governo americano atribui a precariedade do país à má gestão econômica interna. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou a economia cubana como disfuncional e quebrada, afirmando que a situação é irreversível.