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Disputa pela presidência do Peru segue indefinida com diferença estreita entre candidatos principais

09 de Junho de 2026 às 15:04

Roberto Sánchez Palomino lidera a disputa presidencial do Peru com 50,056% dos votos, seguido por Keiko Fujimori com 49,944%, com 95,9% das urnas apuradas. Restam 2,2 mil atas para a contabilização final, enquanto o Jurado Nacional de Eleições adiou a divulgação dos resultados para meados de julho devido a recontagens

Disputa pela presidência do Peru segue indefinida com diferença estreita entre candidatos principais
© REUTERS/LESLIE MORENO/ PROIBIDO REPRODUÇÃO

A disputa pela presidência do Peru para o mandato entre 2026 e 2031 permanece indefinida, com uma diferença estreita de 19,8 mil votos separando o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino da candidata de direita Keiko Fujimori. Com 95,9% das urnas apuradas nesta terça-feira (9), Sánchez soma 50,056% dos votos, enquanto Fujimori registra 49,944%, embora a margem tenha diminuído recentemente com o avanço da votação para a candidata de direita.

O cenário inicial da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, mostrava Keiko Fujimori com uma vantagem de 200 mil votos, reflexo da prioridade na contagem dos votos de Lima. Atualmente, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indica que restam 2,2 mil atas para serem contabilizadas das 92,7 mil totais. Desse volume, 1,7 mil referem-se a mesas no exterior, onde Fujimori mantém a liderança: até o meio-dia desta terça, com 30,2% das atas externas processadas, ela obteve 65,4% dos votos contra 34,5% de Sánchez.

A divulgação dos resultados definitivos foi postergada pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE) para meados de julho. A decisão ocorre devido à implementação de um mecanismo obrigatório de recontagem em mesas com inconsistências. Até agora, o JNE recebeu mil atas sob observação, que exigem nova contagem acompanhada por fiscais e representantes partidários.

O vencedor desta eleição será o nono presidente do país em uma década marcada por instabilidade política, período em que quatro mandatários foram destituídos pelo Parlamento e dois renunciaram.

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori — condenado por violações de direitos humanos e esterilizações forçadas de mulheres indígenas —, busca a vitória após ter sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021.

Roberto Sánchez, psicólogo e deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, é aliado de Pedro Castillo, ex-presidente preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Legislativo. Sánchez, que já atuou como ministro de Castillo, visitou o detento no presídio de Barbadillo logo após votar em Lima, no domingo (7), permanecendo no local durante a divulgação dos primeiros dados parciais.

Com informações de Agência Brasil

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