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Dois fortes tremores na Venezuela reacendem alerta sobre a vulnerabilidade sísmica do país

25 de Junho de 2026 às 06:09

Dois fortes tremores na Venezuela alertaram para a vulnerabilidade sísmica do país, situado entre as placas tectônicas do Caribe e Sudamericana. Segundo a Funvisis, 80% da população vive em áreas de alto risco, onde falhas geológicas como a de Boconó podem causar danos severos

Dois fortes tremores na Venezuela reacendem alerta sobre a vulnerabilidade sísmica do país
Reuters

A ocorrência de dois fortes tremores em um intervalo de poucos segundos reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade sísmica da Venezuela, país localizado em uma das regiões com maior atividade tectônica do norte da América do Sul. O evento reforça a preocupação com a possibilidade de novos sismos de grande magnitude e a iminência de réplicas, fenômeno natural de ajuste da crosta terrestre após a liberação de alta energia que pode persistir por horas, dias ou semanas.

A instabilidade geológica do território é resultado da sua posição na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e Sudamericana. O movimento constante desses blocos acumula tensão na crosta, cuja liberação gera terremotos de variadas intensidades. Esse cenário é agravado por falhas geológicas ativas no norte do país, com destaque para a falha de Boconó — responsável por alguns dos sismos mais destrutivos da história local —, além dos sistemas de San Sebastián e El Pilar.

De acordo com a Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (Funvisis), a situação é crítica pois cerca de 80% da população reside em áreas de alto risco. A expansão urbana e a concentração de infraestruturas nessas zonas elevam a probabilidade de danos severos a pessoas e materiais em caso de novos abalos.

Embora a ciência não disponha de métodos para prever a data exata de um terremoto, redes de observação sísmica permitem o monitoramento das falhas e o cálculo da probabilidade de réplicas. O histórico do país confirma a recorrência de eventos devastadores, como os registrados em Caracas (1812 e 1967), San Narciso (1900), Cariaco (1997) e na costa de Sucre (2018). Diante da realidade geológica, a mitigação de impactos depende da aplicação de normas de construção antisísmica e da preparação da população.

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