Dois terremotos na Venezuela deixam 1.430 mortos e mobilizam governos de diversos países
Dois terremotos na Venezuela, ocorridos na última quarta-feira (24), causaram 1.430 mortes. O balanço inclui vítimas de diversas nacionalidades, como espanhóis, portugueses, chineses, brasileiros, uruguaios, italianos e chilenos
Dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) deixaram 1.430 mortos, conforme o balanço mais recente. A tragédia resultou em vítimas de diversas nacionalidades, mobilizando governos e representações diplomáticas para a contabilização de óbitos e a localização de desaparecidos.
A Espanha registrou a morte de ao menos nove cidadãos, com 131 pessoas ainda desaparecidas, sendo que 14 estariam sob escombros. O país possui cerca de 147 mil residentes na Venezuela, dado referente a 1º de janeiro de 2026. Portugal contabilizou 28 mortes entre cidadãos ou luso-descendentes, além de 85 desaparecidos.
A China confirmou o óbito de ao menos sete de seus cidadãos. A embaixada chinesa em Caracas orientou a população do país que permanece no território venezuelano a adotar precauções contra novas réplicas e desastres decorrentes dos tremores.
Entre as vítimas brasileiras, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de um homem e de uma mulher, informando que prestará assistência consular aos familiares. O Uruguai reportou a morte de um fotógrafo que residia na Venezuela há anos, além do falecimento de sua esposa e de uma das filhas.
O governo da Itália registrou a morte de um cidadão com dupla nacionalidade, venezuelana e italiana, nascido em Caracas em 1970, após o desabamento de um edifício no estado de La Guaira. Atualmente, cerca de 170 mil pessoas com passaporte italiano vivem na Venezuela. O Chile confirmou a morte de um de seus cidadãos e disponibilizou apoio emocional e orientação aos parentes.