Donald Trump viaja à China para discutir venda de armas a Taiwan e conflito no Irã
Donald Trump visita Pequim entre quarta (13) e sexta-feira (15) para reunir-se com Xi Jinping. A pauta inclui a venda de armas para Taiwan, a guerra no Irã, acordos comerciais e o setor de energia. O presidente americano viaja acompanhado por CEOs de empresas como Apple, Boeing, Citi, Tesla e Meta
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja à China entre quarta (13) e sexta-feira (15) para uma visita oficial de três dias em Pequim, onde se encontrará com o presidente Xi Jinping. A agenda prevê discussões sobre a venda de armamentos para Taiwan e a guerra no Irã, temas que têm gerado atritos entre as duas potências.
A questão de Taiwan é recorrente nas negociações bilaterais e costuma ser pautada pelo próprio líder chinês, especialmente após as recentes vendas de armas autorizadas por Washington, que causaram irritação em Pequim. No caso do Irã, o conflito impactou as exportações chinesas devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, gerando tensões adicionais, já que a China é uma das principais aliadas do regime iraniano e já manifestou repúdio público às ações dos EUA. O encontro ocorre enquanto Washington e Teerã enfrentam um impasse nas negociações para encerrar as hostilidades.
Apesar do clima de tensão, Trump descreve Xi Jinping como seu amigo e afirma manter boas relações com o homólogo. O governo chinês confirmou que a visita envolverá diálogos aprofundados sobre a paz, o desenvolvimento global e as relações sino-americanas, enfatizando a necessidade de cooperação em pé de igualdade, embora não tenha citado explicitamente o conflito no Irã.
O cenário diplomático é complexado por um documento oficial do governo Trump, divulgado em janeiro, que classifica a China como o maior adversário global dos Estados Unidos para os próximos anos. No entanto, a pauta econômica seguirá em debate, com foco em acordos comerciais e negociações no setor de energia. Para apoiar a frente de negócios, Trump será acompanhado por CEOs de companhias como Apple, Boeing, Citi, Tesla e Meta.