Drone aquático da Marinha dos Estados Unidos realiza primeiro resgate de militares em operação oficial
Um drone aquático da Marinha dos Estados Unidos resgatou dois tripulantes de um helicóptero Apache no Golfo de Omã em 8 de junho de 2026. A aeronave havia sido abatida por um drone iraniano. O resgate ocorreu em menos de duas horas
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Um veículo de superfície não tripulado da Marinha dos Estados Unidos realizou, em 8 de junho de 2026, o primeiro resgate de pessoal documentado por um drone aquático em operação militar. A missão ocorreu no Golfo de Omã, próximo ao Estreito de Ormuz, para salvar dois tripulantes de um helicóptero AH-64 Apache do Exército que caíram no mar após serem atingidos por um drone iraniano. Os soldados foram recuperados em estado estável em menos de duas horas.
A operação de busca e salvamento foi coordenada pelo Comando de Forças Navais do Centro e pela Divisão 82 Aerotransportada, com suporte de unidades da Força Aérea e da Task Force 59, a unidade de drones da Marinha no Oriente Médio. O uso de plataformas não tripuladas para resgate visa suprir vulnerabilidades de alcance em combate, permitindo que a Marinha e o Exército acessem áreas perigosas ou inacessíveis a tripulações humanas, como rotas de voo pré-estabelecidas.
O incidente marca a primeira vez na história que um helicóptero Apache é abatido por um drone. O custo da operação evidencia a assimetria da guerra de desgaste travada pelo Irã desde 28 de fevereiro de 2026: um drone Shahed, avaliado em aproximadamente US$ 35 mil, destruiu uma aeronave de US$ 25 milhões. Embora o modelo padrão do Shahed seja projetado para alvos fixos via GPS e não para rastrear alvos móveis, há a possibilidade de que o Irã utilize variantes modificadas pela Rússia com operação remota.
Este evento soma-se a outras perdas aéreas americanas no conflito, incluindo um F-15E Strike Eagle em 5 de abril e um A-10 Thunderbolt em 6 de abril, ambos derrubados por mísseis terrestres. No caso do F-15E, o resgate do oficial de sistemas de armas ocorreu nas montanhas Zagros, em território iraniano. Anteriormente, em maio, uma força conjunta de Apaches e helicópteros MH-60 Seahawk havia destruído seis embarcações iranianas que ameaçavam o comércio no Estreito de Ormuz.
A resposta militar dos Estados Unidos foi desencadeada após o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, apresentar relatórios sobre o ataque ao presidente Donald Trump, que recomendou a retaliação. Em 9 de junho, o CENTCOM atacou radares de vigilância, estações de controle e baterias de defesa aérea iranianas na região do Estreito de Ormuz.
A televisão estatal do Irã afirmou que as ofensivas americanas atingiram infraestruturas hídricas, deixando 20 mil pessoas sem água na província de Hormozgan. Em contrapartida, Teerã disparou mísseis e drones contra Jordânia, Kuwait e Baréin, alegando ter atingido a base da Quinta Flota dos EUA em Baréin. O porta-voz parlamentar iraniano, Mohammad Ghalibaf, evitou confirmar a autoria do abate do Apache, mas sugeriu a responsabilidade do país ao afirmar que "o cavalo que você ensinou está correndo.