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Drone marítimo resgata tripulantes de helicóptero dos Estados Unidos no litoral de Omã

12 de Junho de 2026 às 09:16

Um drone marítimo do modelo Corsair resgatou dois tripulantes de um helicóptero do Exército dos Estados Unidos após a queda da aeronave no litoral de Omã. A operação, realizada pela Força-Tarefa 59 da Marinha, ocorreu na terça-feira, após o abatimento do helicóptero pelo Irã

Drone marítimo resgata tripulantes de helicóptero dos Estados Unidos no litoral de Omã
Saronic via BBC

Uma embarcação não tripulada foi utilizada para resgatar dois tripulantes de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos, que caiu no litoral de Omã no início desta semana. O episódio marca a primeira vez que o uso de um drone marítimo em uma missão de salvamento se torna publicamente conhecido. De acordo com Donald Trump, o presidente dos EUA, a aeronave foi abatida pelo Irã nas proximidades do estreito de Ormuz, região que apresenta bloqueios à navegação devido ao conflito entre as duas nações.

O resgate foi executado por um drone do modelo Corsair, fabricado por uma empresa do Texas e operado pela Força-Tarefa 59, unidade da Marinha dos EUA especializada em sistemas não tripulados criada em 2021. A embarcação, que mede 7,3 metros de comprimento, possui capacidade de carga de 450 kg e atinge velocidades superiores a 64 quilômetros por hora. O equipamento é dotado de radar de longo alcance, câmera de 360 graus e sensores de radiofrequência para captação de comunicações e inteligência.

Embora o Corsair possa operar de forma autônoma, a operação de salvamento provavelmente ocorreu via controle manual. O drone foi direcionado até a posição dos militares, que embarcaram na estrutura para serem transportados a outro ponto no mar. O recolhimento aconteceu por volta das 3h30 de terça-feira, no horário local, momento em que os tripulantes foram içados por um helicóptero, conforme detalhou o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom.

A utilização do Corsair no Oriente Médio começou em março, integrando a estratégia do Pentágono de ampliar o emprego de drones. No ano passado, a Marinha firmou um contrato de produção de US$ 392 milhões com a fabricante do modelo, do qual os Estados Unidos possuem cerca de 50 unidades.

Diferente desta missão de resgate, drones marítimos têm sido empregados em contextos ofensivos em outros conflitos. Na guerra entre Ucrânia e Rússia, a Ucrânia utiliza embarcações carregadas de explosivos para atacar navios russos. Da mesma forma, rebeldes houthis do Iêmen e o Irã operam barcos drones kamikaze, sendo que Teerã os utilizou para atacar navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz durante o embate atual.

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