Drone ucraniano supera defesas a laser russas e atinge alvo no porto de Novorossiysk
Um drone ucraniano atingiu um alvo naval no porto russo de Novorossiysk em maio de 2026. A aeronave do modelo Fire Point superou sistemas de defesa a laser de cegamento devido ao uso de sensores térmicos e GPS. Ucrânia e Rússia divergem sobre se o impacto ocorreu em instalações petrolíferas, na fragata Almirante Essen ou no patrulheiro Pytlivyi
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2F16f%2F693%2F439%2F16f693439693dc99e83e142bc29840ef.jpg)
Um ataque de drone ucraniano ao porto russo de Novorossiysk, no final de maio de 2026, expôs a ineficácia dos sistemas de defesa a laser de cegamento diante de tecnologias de navegação autônoma. Apesar da mobilização de projéteis guiados e feixes de luz azul para interceptar a aeronave, as defesas falharam, resultando no impacto do veículo contra um alvo naval.
A divergência sobre os danos causados marca a operação: as Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia afirmaram ter atingido instalações petrolíferas e a fragata Almirante Essen, enquanto o Estado Maior da Rússia sustentou que o impacto ocorreu no patrulheiro Pytlivyi.
A análise técnica do incidente revelou que a defesa russa utilizou componentes de nitruro de galio de 445 nanômetros, especificamente o diodo Nichia NUBM44, disponíveis comercialmente. Esses dispositivos são projetados para sobrecarregar sensores ópticos de silício, comuns em drones comerciais, atuando como ferramentas de cegamento não letais. Contudo, a estratégia foi inútil contra o modelo Fire Point, utilizado por Kiev, que opera via GPS protegido contra interferências e sensores térmicos. Como esses sensores atuam em um espectro eletromagnético distinto do da luz visível, o drone navegou autonomamente até as coordenadas predeterminadas.
Fatores ambientais também comprometeram a operação. A alta umidade, a densidade das nuvens e a névoa oceânica típicas de portos costeiros dispersam a energia da luz, reduzindo a coerência e a intensidade dos feixes antes que eles possam interferir em qualquer sensor.
O episódio evidencia a limitação dos lasers de cegamento, tecnologia adotada globalmente para evitar danos colaterais em áreas povoadas, como ocorre nos destrutores da classe Arleigh Burke da Marinha dos Estados Unidos com o sistema ODIN, utilizado na operação Furia Épica.
Atualmente, a indústria de defesa busca alternativas para neutralizar ataques em enxame, já que o uso de mísseis caros é economicamente inviável. A tendência é a migração para lasers de alta energia, capazes de destruir fisicamente a estrutura do drone através do calor. Israel já utiliza o Iron Beam de 150 quilowatts, com custo de interceptação reduzido a centavos. O Exército dos Estados Unidos integrou lasers de 50 quilowatts em veículos Stryker, e a França implementou o sistema HELMA-P, com torretas de dois quilowatts para incinerar alvos a mais de um quilômetro.
Apesar do avanço, esses sistemas de destruição física ainda apresentam lentidão no tempo de resposta, tornando-se ineficazes diante de ataques massivos e coordenados. A segurança nacional das potências militares agora depende do desenvolvimento de defesas assistidas por inteligência artificial, capazes de rastrear e neutralizar instantaneamente múltiplos alvos autônomos e não ópticos, superando as vulnerabilidades impostas pelas condições climáticas e tecnológicas atuais.