Drones ucranianos atingem refinaria de petróleo em Moscou e provocam queda de óleo na capital
Drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Moscou nesta quinta-feira, resultando na destruição do teto da instalação e na interceptação de 180 aparelhos na capital. Simultaneamente, a Rússia lançou mísseis contra Kiev e abateu 555 drones em todo o seu território. No G7, líderes concordaram em ampliar o fornecimento de defesa aérea à Ucrânia, com a Alemanha financiando 200 milhões de euros
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Ataques com drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Moscou nesta quinta-feira, provocando uma explosão que destruiu o teto da instalação. O impacto do incidente resultou na queda de gotas de óleo preto sobre a capital russa, manchando as roupas de moradores locais. Embora as autoridades da cidade tenham negado a ocorrência de uma "chuva de óleo", emitiram recomendações para que a população mantenha as janelas fechadas e orientaram a evacuação de crianças, idosos e pessoas com asma da área afetada.
Este foi o segundo ataque à mesma refinaria em menos de uma semana, após um episódio similar ter causado danos generalizados às instalações de energia russas na terça-feira (16). Além da refinaria, o governo relatou danos em um edifício residencial, em casas e em uma instalação industrial. A operação aérea do principal aeroporto de Moscou foi temporariamente suspensa para a evacuação de pessoas.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, confirmou que drones ucranianos atingiram a refinaria e informou que 180 aparelhos foram abatidos na região da capital. No total, a Rússia declarou ter destruído 555 drones em todo o território nacional nesta quinta-feira.
Simultaneamente, a Rússia lançou mísseis balísticos contra Kiev, disparando alertas de ataque aéreo para a maior parte da Ucrânia. Em Sumy, no nordeste do país, as autoridades confirmaram a morte de uma pessoa em um ataque de drone. No início da semana, outra ofensiva russa resultou em 10 mortes e causou um incêndio que destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos da Ucrânia, embora a Rússia negue ter atingido o local.
No campo diplomático, o presidente Volodymyr Zelensky reuniu-se na terça-feira (16), durante a cúpula do G7 na França, com líderes dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Alemanha, Japão e representantes do Conselho e da Comissão Europeia. O encontro, realizado a portas fechadas, abordou a aplicação de novas sanções contra a Rússia e o apoio à entrada da Ucrânia na União Europeia.
De acordo com informações diplomáticas, os líderes do G7 concordaram que a dinâmica atual do campo de batalha favorece a Ucrânia e comprometeram-se a ampliar o fornecimento de recursos de defesa aérea a Kiev. O presidente Donald Trump classificou a reunião como positiva e afirmou que a Rússia deve firmar um acordo de paz, comprometendo-se a atuar para encerrar o conflito.
Como parte do suporte acordado, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, anunciou nesta quinta-feira que o governo alemão financiará 200 milhões de euros, correspondendo a um quarto de um pacote de armamentos dos Estados Unidos.