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Drones ucranianos atingem refinaria de petróleo em Moscou pela segunda vez na semana

18 de Junho de 2026 às 09:07

Drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo e outras estruturas em Moscou nesta quinta-feira, resultando na interceptação de 180 aparelhos na capital. Simultaneamente, a Rússia lançou mísseis contra Kiev e drones em Sumy, onde houve uma morte. O governo alemão anunciou o financiamento de 200 milhões de euros para armamentos ucranianos após reunião de Zelensky com líderes do G7 e da União Europeia

Drones ucranianos atingiram a capital russa nesta quinta-feira (18), em uma série de ataques que resultou na explosão do teto de uma refinaria de petróleo em Moscou. O impacto foi confirmado pelo prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, e corroborado por imagens de moradores, cuja geolocalização foi validada pela agência Reuters. Esta é a segunda vez que a mesma refinaria é alvo de ofensivas nesta semana, após um ataque ocorrido na terça-feira (16) que causou danos generalizados às instalações energéticas russas.

Além da refinaria, o governo russo relatou danos em um edifício residencial, em casas e em uma instalação industrial. A instabilidade na capital afetou a aviação, provocando a suspensão temporária das operações no aeroporto principal e a evacuação de pessoas. No total, a defesa aérea da Rússia afirmou ter destruído 555 drones nesta quinta-feira, sendo 180 deles na região de Moscou.

Simultaneamente, a Rússia lançou mísseis balísticos contra Kiev e emitiu alertas de ataque aéreo para a maior parte do território ucraniano. No nordeste do país, em Sumy, um ataque de drone causou a morte de uma pessoa. No início da semana, outra ofensiva russa resultou em dez mortes e provocou um incêndio que destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos da Ucrânia, embora Moscou negue ter atingido o local.

No campo diplomático, o presidente Volodymyr Zelensky reuniu-se na terça-feira (16), a portas fechadas, com líderes do G7 e representantes da União Europeia. O encontro contou com a presença de Donald Trump (Estados Unidos), Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Giorgia Meloni (Itália), Mark Carney (Canadá), Friedrich Merz (Alemanha), Sanae Takaichi (Japão), além de António Costa e Ursula von der Leyen.

Durante a reunião, foram discutidas novas sanções contra a Rússia e o apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia. Um diplomata francês informou que os líderes do G7 consideram que a dinâmica do campo de batalha agora favorece Kiev, comprometendo-se a ampliar o fornecimento de recursos de defesa aérea. Donald Trump classificou a reunião como positiva e afirmou que a Rússia deve firmar um acordo de paz, comprometendo-se a atuar para encerrar o conflito.

Zelensky confirmou, via rede social X, o suporte dos Estados Unidos. Complementando esse apoio, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, anunciou nesta quinta-feira que o governo alemão financiará 200 milhões de euros, correspondendo a um quarto do pacote de armamentos dos EUA.

Com informações de G1

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