El Salvador reduz taxa de homicídios em mais de 90% sob a gestão de Nayib Bukele
Sob a gestão de Nayib Bukele, El Salvador reduziu a taxa de homicídios em mais de 90% desde 2015. O governo alterou a Constituição para permitir a reeleição presidencial e é alvo de denúncias por crimes contra a humanidade e perseguição a opositores. No sistema prisional, 500 detentos morreram em quatro anos e há propostas de prisão perpétua para menores
El Salvador, nação com 6 milhões de habitantes e território inferior ao do estado de Sergipe, tornou-se um ponto de referência para a direita na América Latina sob a gestão de Nayib Bukele. O presidente, que assumiu o cargo em 2019 com foco no combate à criminalidade e forte presença digital, promoveu uma redução superior a 90% na taxa de homicídios em relação ao cenário de 2015, quando o país era classificado como o mais perigoso do mundo.
Para consolidar esse modelo, Bukele implementou mudanças na Constituição que viabilizaram sua reeleição, além de nomear aliados para a Suprema Corte e desconsiderar garantias legais de direitos humanos. Essas ações resultaram na perseguição de opositores e em denúncias de juristas que classificam a conduta do governo como crimes contra a humanidade. No sistema prisional, a ofensiva contra gangues causou a morte de 500 detentos em um período de quatro anos, segundo dados de organizações não governamentais. Atualmente, o governo propõe a instituição da prisão perpétua para menores de idade condenados por estupro ou assassinato.
A influência do modelo salvadorenho expande-se para países vizinhos, como a Colômbia, onde a extrema direita ganha tração através de figuras como Abelardo de la Espriella. Admirador de Bukele, Javier Milei e Donald Trump, De la Espriella movimenta negócios questionáveis ligados ao vencedor das eleições colombianas.