Emirados Árabes realizaram bombardeios secretos contra refinaria de petróleo no Irã em abril
Emirados Árabes bombardearam a refinaria de petróleo de Lavan, no Irã, no início de abril. Em resposta, o governo iraniano disparou drones e mísseis contra o Kuwait e os Emirados Árabes, atingindo cidades como Abu Dhabi e Dubai. O país recebeu mais de 2,8 mil ataques, volume superior ao registrado em Israel
Os Emirados Árabes realizaram operações secretas de bombardeio contra o Irã, incluindo um ataque a uma refinaria de petróleo na ilha de Lavan, situada no Golfo Pérsico, no início de abril. A ofensiva ocorreu simultaneamente ao anúncio de um cessar-fogo com o governo iraniano feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na ocasião, o Irã confirmou que a refinaria fora alvo de um "ataque inimigo" e reagiu disparando drones e mísseis contra o Kuwait e os Emirados Árabes. O governo norte-americano não se opôs à ação, justificando que o acordo de cessar-fogo ainda não estava em vigor, e demonstrou apoio à atuação dos países do Golfo nas investidas contra o Irã.
A participação dos Emirados Árabes nessas operações já era suspeitada desde março, após a detecção de um caça sobrevoando território iraniano que não pertencia às forças aéreas de Israel ou dos Estados Unidos.
Como contrapartida, os Emirados Árabes tornaram-se um dos alvos prioritários do Irã durante o conflito. O país recebeu mais de 2,8 mil disparos de drones e mísseis, volume superior ao registrado nos ataques contra Israel. As investidas iranianas atingiram cidades como Abu Dhabi e Dubai, prejudicando diversos setores da economia local, com destaque para o turismo.