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Empresa desenvolve sistema de drones para neutralizar atiradores em escolas dos Estados Unidos

15 de Maio de 2026 às 18:07

A Campus Guardian Angel desenvolveu drones pilotados remotamente para neutralizar atiradores em escolas dos Estados Unidos. O sistema utiliza mapeamento 3D e operadores em Austin para interceptar suspeitos em até 15 segundos. Projetos-piloto já estão em execução na Flórida e na Geórgia

Empresa desenvolve sistema de drones para neutralizar atiradores em escolas dos Estados Unidos
Ronaldo Schemidt/AFP

A empresa Campus Guardian Angel desenvolveu um sistema de drones projetado para neutralizar atiradores em escolas dos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir o tempo de resposta a ataques armados. A tecnologia foi inspirada na eficácia de drones pilotados em primeira pessoa utilizados no conflito na Ucrânia, adaptando a agilidade desses aparelhos para o combate a tiroteios em instituições de ensino.

O funcionamento do sistema baseia-se no mapeamento tridimensional da escola para a definição de rotas. Os drones, que pesam menos de um quilo e medem cerca de 25 centímetros, ficam armazenados em mini-hangares distribuídos em pontos estratégicos, organizados em esquadrões de três unidades. Quando um professor aciona um alarme via celular, os aparelhos decolam e são pilotados remotamente por operadores em uma central de emergências localizada em Austin, no Texas. A meta é que a interceptação do suspeito ocorra nos primeiros 15 segundos após o alerta, com os drones atingindo velocidades de 65 km/h.

A estratégia de intervenção varia conforme a situação. Em casos envolvendo menores armados, os drones utilizam áudio bidirecional para emitir comandos. Já em ataques ativos contra crianças, a empresa prevê a aplicação de gel de pimenta não letal ou a realização de impactos cinéticos.

A implementação do serviço ocorre por meio de contratos anuais, com valores definidos pelo tamanho da escola e a quantidade de edifícios. Atualmente, projetos-piloto financiados com recursos públicos estão em execução na Flórida e na Geórgia, enquanto em Houston, no Texas, há interesse de pais em custear a tecnologia.

A operação é conduzida por pilotos com experiência em ligas profissionais de drones, sem o uso de inteligência artificial no controle dos aparelhos. A urgência por soluções rápidas de resposta é evidenciada por dados do portal IntelliSee, que registrou 233 incidentes com armas de fogo em campi educacionais apenas em 2025. O histórico de tragédias, como o massacre em Uvalde, no Texas, em maio de 2022 — onde 19 alunos e duas professoras morreram e o atirador levou 77 minutos para ser neutralizado —, fundamenta a busca por esse tipo de intervenção tecnológica.

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