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Equipes de resgate recuperam corpos de dois mergulhadores italianos após acidente nas Maldivas

19 de Maio de 2026 às 09:38

Equipes finlandesas recuperaram nesta terça-feira (19) os corpos de Monica Montefalcone e Federico Gualtieri nas Maldivas. O acidente ocorreu no dia 14, no Atol de Vaavu, resultando na morte de seis pessoas. A busca pelas duas últimas vítimas deve terminar nesta quarta-feira (20)

Equipes de resgate recuperaram, nesta terça-feira (19), os corpos de Monica Montefalcone e Federico Gualtieri, dois dos mergulhadores italianos que morreram em um acidente nas Maldivas. A operação foi conduzida por especialistas finlandeses, que localizaram as vítimas em uma caverna e as transportaram para uma profundidade de 30 metros. O porta-voz do governo local, Mohamed Hussain Shareef, confirmou que as buscas pelos últimos dois corpos restantes devem ser finalizadas nesta quarta-feira (20).

O incidente ocorreu na última quinta-feira (14), no Atol de Vaavu, região situada no Oceano Índico a 65 quilômetros de Malé. O grupo de italianos tentava explorar cavernas subaquáticas a 50 metros de profundidade, marca que excede o limite de 30 metros recomendado para mergulhos recreativos na região. A tragédia resultou na morte de seis pessoas: a professora de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone; sua filha, a estudante de Engenharia Biomédica Giorgia Sommacal; a pesquisadora de Turim, Muriel Oddenino di Poirino; e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, graduado em Biologia Marinha e Ecologia. A sexta vítima foi o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador das Maldivas que faleceu no sábado (16) durante as operações de socorro.

O corpo do instrutor Gianluca Benedetti havia sido o primeiro a ser recuperado, ainda na quinta-feira. As autoridades locais classificaram a operação como de alto risco, pois as buscas ocorreram em áreas submarinas extremas, evitadas até por profissionais de resgate. O acidente é considerado o pior de sua natureza já registrado nas Maldivas.

A área do incidente, próxima à ilha de Alimatha, é conhecida pela observação da vida marinha, mas apresenta perigos geológicos como túneis naturais, canais estreitos com correntes fortes e paredões profundos. O arquipélago, composto por 1.192 ilhas de coral, é um destino turístico de luxo procurado por mergulhadores, porém apresenta riscos constantes. De acordo com a polícia local, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no país nos últimos seis anos.

Com informações de G1

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