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Equipes de resgate salvam duas crianças de 11 anos sob escombros após terremotos na Venezuela

28 de Junho de 2026 às 15:01

Equipes de resgate localizaram dois meninos de 11 anos sob escombros após terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela. A catástrofe causou ao menos 1.430 mortes e mobilizou cerca de 2 mil profissionais de 39 equipes internacionais. As operações de busca concentram-se em áreas como La Guaira

Equipes de resgate salvam duas crianças de 11 anos sob escombros após terremotos na Venezuela
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Duas crianças de 11 anos foram resgatadas dos escombros após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana. Os salvamentos ocorreram em locais distintos, incluindo a cidade de Caraballeda, na região costeira de La Guaira, área identificada como a mais afetada pela catástrofe.

Um dos meninos, identificado como Moises, foi localizado sob três metros de detritos. A Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) detalhou que a operação de resgate levou seis horas de trabalho de alta precisão no sábado. Informações via rádio indicaram que a criança foi encontrada próxima aos corpos da mãe e da irmã. Posteriormente, a presidente interina Delcy Rodríguez confirmou a retirada de um segundo menino de 11 anos, divulgando as imagens do resgate em redes sociais.

A tragédia começou na quarta-feira com dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos com apenas 39 segundos de intervalo. O impacto causou o desabamento de centenas de edifícios, resultando em pelo menos 1.430 mortes confirmadas e dezenas de milhares de desaparecidos. Mesmo após 72 horas do primeiro tremor, as equipes de socorro mantêm a busca por sobreviventes, especialmente aqueles que possam ter tido acesso a água e comida sob as ruínas.

A operação de resgate enfrenta dificuldades devido a tremores secundários e à falta de maquinário pesado em certas áreas. Em localidades como Caribe e Tanaguarena, a remoção de escombros sequer foi iniciada, gerando críticas sobre a lentidão e a eficiência da resposta governamental. Enquanto aguardam a chegada de equipamentos, famílias tentam localizar parentes escavando os destroços manualmente.

Para apoiar os esforços, 39 equipes internacionais do México, Espanha, Qatar, Estados Unidos e Reino Unido foram mobilizadas. Segundo Tom Fletcher, representante da ONU, a força-tarefa soma quase 2 mil profissionais, 111 cães de busca e o uso de microdrones para localizar vítimas em prédios colapsados.

A infraestrutura de emergência concentra-se em pontos estratégicos de La Guaira. O campo de golfe de Caraballeda foi transformado em um hospital improvisado e centro de doações, contando ainda com uma área de pouso para helicópteros de suprimentos. Outro ponto de apoio é o complexo esportivo José María Vargas, onde as forças armadas organizam a distribuição de alimentos, remédios e roupas.

Diante do risco de novos desabamentos, milhares de pessoas abandonaram suas casas e passaram a viver em carros ou acampamentos improvisados em aeroportos e campos esportivos. Relatos de moradores, como o de Milagros González, descrevem o trauma psicológico e a sensação persistente de instabilidade do solo após a fuga de seus domicílios.

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