Equipes de resgate salvam duas crianças de 11 anos sob escombros após terremotos na Venezuela
Equipes de resgate localizaram dois meninos de 11 anos sob escombros após terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela. A catástrofe causou ao menos 1.430 mortes e mobilizou cerca de 2 mil profissionais de 39 equipes internacionais. As operações de busca concentram-se em áreas como La Guaira
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Duas crianças de 11 anos foram resgatadas dos escombros após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana. Os salvamentos ocorreram em locais distintos, incluindo a cidade de Caraballeda, na região costeira de La Guaira, área identificada como a mais afetada pela catástrofe.
Um dos meninos, identificado como Moises, foi localizado sob três metros de detritos. A Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) detalhou que a operação de resgate levou seis horas de trabalho de alta precisão no sábado. Informações via rádio indicaram que a criança foi encontrada próxima aos corpos da mãe e da irmã. Posteriormente, a presidente interina Delcy Rodríguez confirmou a retirada de um segundo menino de 11 anos, divulgando as imagens do resgate em redes sociais.
A tragédia começou na quarta-feira com dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos com apenas 39 segundos de intervalo. O impacto causou o desabamento de centenas de edifícios, resultando em pelo menos 1.430 mortes confirmadas e dezenas de milhares de desaparecidos. Mesmo após 72 horas do primeiro tremor, as equipes de socorro mantêm a busca por sobreviventes, especialmente aqueles que possam ter tido acesso a água e comida sob as ruínas.
A operação de resgate enfrenta dificuldades devido a tremores secundários e à falta de maquinário pesado em certas áreas. Em localidades como Caribe e Tanaguarena, a remoção de escombros sequer foi iniciada, gerando críticas sobre a lentidão e a eficiência da resposta governamental. Enquanto aguardam a chegada de equipamentos, famílias tentam localizar parentes escavando os destroços manualmente.
Para apoiar os esforços, 39 equipes internacionais do México, Espanha, Qatar, Estados Unidos e Reino Unido foram mobilizadas. Segundo Tom Fletcher, representante da ONU, a força-tarefa soma quase 2 mil profissionais, 111 cães de busca e o uso de microdrones para localizar vítimas em prédios colapsados.
A infraestrutura de emergência concentra-se em pontos estratégicos de La Guaira. O campo de golfe de Caraballeda foi transformado em um hospital improvisado e centro de doações, contando ainda com uma área de pouso para helicópteros de suprimentos. Outro ponto de apoio é o complexo esportivo José María Vargas, onde as forças armadas organizam a distribuição de alimentos, remédios e roupas.
Diante do risco de novos desabamentos, milhares de pessoas abandonaram suas casas e passaram a viver em carros ou acampamentos improvisados em aeroportos e campos esportivos. Relatos de moradores, como o de Milagros González, descrevem o trauma psicológico e a sensação persistente de instabilidade do solo após a fuga de seus domicílios.