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Espanha recebe quase 1,2 milhão de pedidos de regularização de imigrantes sem documentação

11 de Julho de 2026 às 06:04

O governo da Espanha recebeu quase 1,2 milhão de pedidos de regularização migratória, superando a previsão de 500 mil. A maioria dos solicitantes é de homens, jovens, dominam o espanhol e procedem das Américas, com destaque para a Colômbia. As autoridades têm três meses para analisar os processos de residência e trabalho

O governo da Espanha, sob a gestão do primeiro-ministro Pedro Sánchez, implementou um programa de regularização em massa para imigrantes sem documentação, adotando uma política de acolhimento que diverge da tendência atual de outros países da União Europeia. A medida, lançada em abril, gerou uma demanda significativamente maior do que a prevista: foram quase 1,2 milhão de solicitações, superando a expectativa inicial de 500 mil pedidos.

O Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migração detalhou o perfil dos candidatos para fundamentar a viabilidade do plano. Os dados revelam que 87% dos solicitantes estão em idade ativa para o mercado de trabalho, com destaque para a população jovem, já que 60% do grupo tem menos de 34 anos. Especificamente, 17% possuem entre 16 e 24 anos, enquanto 31,3% estão na faixa de 25 a 34 anos e 21,6% entre 35 e 44 anos.

Em termos de qualificação e comunicação, 84% dos imigrantes em processo de regularização dominam o idioma espanhol. Quanto à escolaridade, 43% detêm diploma de ensino médio ou formação profissional, e 24% possuem ensino superior. A distribuição por gênero indica que 57% dos requerentes são homens e 43% são mulheres.

A procedência geográfica é concentrada nas Américas, que representam dois terços dos candidatos. A Colômbia lidera as nacionalidades com 25,9%, seguida por Venezuela (11,8%), Peru (8,8%) e Honduras (4,9%). Fora do continente americano, Marrocos aparece com 13,3% das solicitações. Outras regiões incluem a África, com 22,9% do total, e a Ásia, com 8,3%. O Brasil não figura entre as cinco nacionalidades com maior volume de pedidos, situando-se abaixo do percentual de hondurenhos.

As autoridades espanholas têm o prazo de três meses para analisar cada processo e decidir pela concessão da autorização de residência e trabalho, documento válido exclusivamente em território espanhol. O cenário contrasta com a recente movimentação em Portugal, onde uma lei promulgada em maio tornou mais rigorosa a concessão de cidadania para imigrantes, afetando inclusive brasileiros.

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