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Espanha registra o maior número de mortes por calor em junho desde 2015

01 de Julho de 2026 às 12:16

A Espanha registrou 1.029 mortes por altas temperaturas em junho, o maior índice para o mês desde 2015. O período foi o segundo junho mais quente da história do país, com 165 recordes de temperatura máxima e 225 de mínima. No dia 23 de junho, 73% da população esteve exposta a riscos sanitários

A Espanha contabilizou 1.029 mortes causadas por altas temperaturas no mês de junho, conforme dados do sistema de monitoramento de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo. O volume de óbitos representa o maior índice registrado para este mês desde 2015.

O período consolidou-se como o segundo mês de junho mais quente da história do país. Entre os principais fatores estiveram cinco dias consecutivos com termômetros acima dos 40°C, resultando em uma onda de calor atípica, especialmente no norte espanhol, devido à intensidade e persistência do fenômeno.

O impacto na saúde pública foi amplo: no dia 23 de junho, 35,7 milhões de pessoas, o que equivale a 73% da população, estiveram expostas a riscos sanitários, sendo que 38% desse grupo enfrentou risco elevado.

A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) reportou a quebra de diversos recordes entre 1º e 30 de junho. Foram 165 recordes de temperatura máxima (145 mensais e 20 históricos) e 225 recordes de temperatura mínima mais alta (180 mensais e 45 históricos) em estações locais.

O histórico climático indica uma tendência de aquecimento precoce no início do verão. Desde 1961, todos os 13 meses de junho mais quentes ocorreram no século 21. Além disso, das 12 ondas de calor registradas em junho desde 1975, metade aconteceu nos últimos dez anos.

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