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Estados Unidos ampliam lista de empresas chinesas proibidas de contratar com o Departamento de Guerra

09 de Junho de 2026 às 06:17

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos ampliou para 188 a lista de empresas que colaboram com as forças armadas da China, incluindo companhias de tecnologia, robótica e biotecnologia. A medida proíbe contratações diretas a partir de junho e veda a aquisição de produtos via terceiros a partir de 2027. As organizações citadas negam as acusações e pretendem recorrer judicialmente

Estados Unidos ampliam lista de empresas chinesas proibidas de contratar com o Departamento de Guerra
Reuters/Maxim Shemetov

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos ampliou, na última segunda-feira (8), a relação de companhias que operam em território americano e que, na visão do governo, colaboram com as forças armadas da China. A lista atualizada soma 188 organizações, com foco crescente em nomes do setor tecnológico, como o buscador Baidu, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC. Também foram incluídas as empresas de robótica Unitree e Robosense Technology, a montadora BYD, a fabricante de telecomunicações Baicells e a companhia de biotecnologia WuXi AppTec.

A medida impõe restrições contratuais progressivas: a partir do final de junho, o Departamento de Guerra fica proibido de contratar diretamente com as empresas listadas. A partir de 2027, a vedação se estende à aquisição de produtos e serviços dessas companhias mesmo por meio de terceiros. Embora a classificação não estabeleça sanções formais imediatas, o governo americano sinaliza que as empresas são qualificadas como "militares chinesas", o que prejudica a imagem dessas organizações perante outros fornecedores do governo dos Estados Unidos.

As companhias citadas contestam a designação. O Alibaba negou integrar qualquer estratégia de fusão entre os setores civil e militar, enquanto a BYD afirmou que a inclusão carece de fundamento factual. A Baidu rejeitou a alegação de forma categórica e a WuXi AppTec classificou a decisão como equivocada; as três empresas, juntamente com o Alibaba, informaram que adotarão medidas legais para reverter a situação.

A Embaixada da China nos Estados Unidos criticou a iniciativa, classificando-a como a criação de listas discriminatórias para perseguir empresas que cumprem as leis locais. O governo chinês defendeu a necessidade de um ambiente equitativo para suas companhias.

A atualização do documento, que substitui a versão do início de 2025, ocorre menos de um mês após a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim. Apesar da troca de elogios durante o encontro, as lideranças mantiveram impasses em temas sensíveis, como a questão de Taiwan. As empresas incluídas na lista possuem a possibilidade de solicitar a remoção do documento.

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