Estados Unidos aprovam projeto de arco triunfal em Washington para celebrar independência do país
A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou a construção de um arco triunfal de 76,2 metros em Washington para celebrar o bicentenário da independência. O monumento, proposto por Donald Trump, será erguido às margens do Rio Potomac e enfrenta ações judiciais para impedir a obra
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A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (21), o projeto de um arco triunfal a ser erguido em Washington, iniciativa do presidente Donald Trump para celebrar os 250 anos da independência do país. A estrutura, que será instalada às margens do Rio Potomac, terá 76,2 metros de altura — dimensão reduzida em relação aos 78 metros previstos inicialmente. Com esse tamanho, o monumento superaria o Monumento à Revolução, na Cidade do México, que possui 67 metros, consolidando-se como o maior arco do gênero no mundo.
O projeto arquitetônico prevê a presença de duas águias douradas e, no topo, uma figura com tocha inspirada na Estátua da Liberdade. As inscrições “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos”, extraídas do juramento de fidelidade norte-americano, integrarão a obra. Embora a proposta remeta ao Arco do Triunfo de Napoleão Bonaparte, a versão final do projeto excluiu a presença de quatro leões que estariam na base.
Apesar da ambição de Trump em criar a maior estrutura do tipo, o monumento não superará o Gateway Arch, no Missouri. Projetado por Eero Saarinen como símbolo da expansão territorial dos Estados Unidos, o arco de aço inoxidável mantém o recorde global com 192 metros de altura e abriga um museu subterrâneo.
A construção é defendida por Trump e pelo secretário do Interior, Doug Burgum, sob o argumento de que Washington é a única capital ocidental de grande porte sem um arco triunfal. O terreno pretendido está sob a gestão do Serviço Nacional de Parques, órgão vinculado ao Departamento do Interior.
A iniciativa, porém, enfrenta resistência jurídica. Um historiador e um grupo de veteranos entraram com uma ação na Justiça federal para impedir a obra, alegando que a estrutura obstruiria a visibilidade entre a Arlington House, no Cemitério Nacional de Arlington, e o Memorial Lincoln.
Paralelamente, Trump propôs a instalação de um revestimento azul no interior do espelho d’água do Memorial Lincoln para as celebrações do 4 de julho. Essa intervenção também foi contestada judicialmente pela organização The Cultural Landscape Foundation. O grupo sustenta que a alteração viola leis federais de preservação histórica por ter sido decidida sem as revisões técnicas obrigatórias, apontando a medida como parte de um plano para modificar o caráter histórico de Washington. Uma audiência sobre o caso ocorreu nesta quinta-feira em um tribunal federal da capital.