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Estados Unidos bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz

28 de Junho de 2026 às 06:04

As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam radares e instalações de drones e mísseis no Irã neste sábado (27). A operação, autorizada por Donald Trump, ocorreu após ataques iranianos a um navio no Estreito de Ormuz. Em resposta, Teerã lançou drones contra o Bahrein e bases americanas no Kuwait e no Bahrein

Estados Unidos bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz
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As Forças Armadas dos Estados Unidos atingiram diversos alvos no Irã neste sábado (27), em operação autorizada pelo presidente Donald Trump. A ofensiva ocorreu após forças iranianas atacarem um navio nas proximidades do Estreito de Ormuz, evento que compromete o cessar-fogo firmado entre as duas nações há dez dias. O tratado previa a interrupção imediata de operações militares e o compromisso de ambos os países em não utilizar a força.

O Comando Central dos EUA detalhou que os bombardeios, realizados durante a madrugada, focaram em radares costeiros e instalações de drones e mísseis iranianos. Essas ações foram a resposta a um ataque com drones do Irã contra um navio cargueiro na última quinta-feira. Em retaliação aos bombardeios americanos, Teerã lançou drones contra o Bahrein e realizou ofensivas em bases dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein.

O governo do Bahrein, onde está sediada a 5ª Frota da Marinha dos EUA, classificou a incursão de drones iranianos como uma ameaça direta à segurança da população. Já a Guarda Revolucionária do Irã, via agência estatal IRNA, afirmou ter atingido alvos ligados ao exército dos Estados Unidos na região, sem especificar as instalações.

Donald Trump afirmou que o Irã ignorou a oportunidade de respeitar o acordo e alertou que a República Islâmica poderia deixar de existir caso a força militar seja necessária para concluir a missão americana. No mesmo sentido, o vice-presidente JD Vance declarou que a violência será respondida com violência, sugerindo que o governo iraniano utilize os canais de comunicação para resolver divergências sobre o cessar-fogo.

A instabilidade afeta a navegação no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de gás e petróleo. O centro britânico de Operações de Comércio Marítimo reportou o ataque a um petroleiro na região, embora a tripulação esteja segura e não tenham ocorrido danos ambientais. Para mitigar os riscos, o Centro de Informações Marítimas da Marinha dos EUA ampliou uma rota próxima à costa de Omã.

Há um impasse diplomático sobre a governança do estreito: o Irã exige que navios sigam suas regras e ameaça cobrar taxas de trânsito, enquanto os Estados Unidos e países do Golfo defendem que a via é internacional. Diante do risco substancial de minas e presença naval, a Organização Marítima Internacional suspendeu a evacuação de navios, operação que já permitiu a saída de 115 embarcações.

Atualmente, Estados Unidos e Irã possuem um prazo de 60 dias, sob um acordo provisório, para negociar termos definitivos. As discussões abrangem a circulação de navios no Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e o encerramento dos combates no Líbano entre Israel e o Hezbollah.

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