Estados Unidos bombardeiam alvos no litoral do Irã após acusação de violação de cessar-fogo
Estados Unidos bombardearam radares e depósitos de mísseis e drones no litoral sul do Irã nesta sexta-feira (26). A ação ocorreu após o governo americano acusar o Irã de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz. A operação é a primeira troca de ataques entre os países desde o acordo de paz de 17 de outubro
Os Estados Unidos bombardearam alvos no litoral sul do Irã, na região do Estreito de Ormuz, nesta sexta-feira (26). A ofensiva, conduzida por aeronaves americanas, atingiu equipamentos de radar e locais de armazenamento de drones e mísseis, incluindo um píer na cidade de Sirik. A operação marca a primeira troca de ataques entre as duas nações desde a assinatura de um acordo de paz inicial em 17 de outubro, visando encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro.
A resposta militar ocorreu após o presidente Donald Trump acusar o regime iraniano de violar o cessar-fogo ao atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz. De acordo com a Casa Branca, o Irã lançou quatro drones contra embarcações; um navio de carga foi atingido, enquanto as forças dos EUA derrubaram os outros três aparelhos. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom) justificou a ação afirmando que a conduta do Irã comprometeu a liberdade de navegação em um corredor essencial para o comércio internacional.
A instabilidade na região já havia provocado a suspensão de uma operação de evacuação da agência marítima da ONU na quinta-feira (25). A iniciativa, iniciada na terça-feira (23) e supervisionada pelos Estados Unidos, permitia que navios deixassem o Golfo por rotas em águas de Omã ou do Irã. Até a interrupção, cerca de 57 embarcações e 1.100 tripulantes haviam atravessado o estreito.
A paralisação da ONU foi motivada por um ataque a um porta-contêineres no Golfo de Omã, a 13,89 km do porto de Dahit. O incidente foi confirmado pela companhia britânica de segurança marítima UKMTO. O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, informou que a embarcação atingida por um projétil não fazia parte do quadro de evacuação e que a suspensão da operação serve para reavaliar as garantias de segurança. A autoria e a extensão dos danos desse ataque específico não foram confirmadas.
Paralelamente, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão gerido pelo Irã, alertou que navios que trafegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura, atribuindo a responsabilidade por eventuais consequências aos proprietários, operadores e comandantes das embarcações.