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Estados Unidos classificam a gangue equatoriana Los Chone Killers como organização terrorista estrangeira

01 de Julho de 2026 às 18:08

O governo dos Estados Unidos classificou a gangue equatoriana Los Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira. A medida, anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, inclui o grupo na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados

Estados Unidos classificam a gangue equatoriana Los Chone Killers como organização terrorista estrangeira
Evelyn Hockstein / Reuters

O governo dos Estados Unidos classificou a gangue equatoriana Los Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira e a incluiu na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). A medida foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que detalhou a trajetória do grupo. Surgida em 2020 como uma dissidência dos Los Choneros — organização que já possui as mesmas designações —, a facção é apontada por ataques contra civis, agentes de segurança e assassinatos de autoridades governamentais de alto escalão.

A decisão segue a mesma linha adotada pela gestão de Donald Trump no final de maio, quando o Departamento de Estado designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na ocasião, as autoridades norte-americanas descreveram as facções brasileiras como algumas das mais violentas do Brasil, com milhares de integrantes e responsáveis por ataques brutais contra o Estado e a população. Marco Rubio reforçou que a influência desses grupos criminosos extrapola as fronteiras brasileiras, atingindo outros países da região e os próprios Estados Unidos, justificando o uso de ferramentas para bloquear recursos de narcoterroristas e proteger a segurança nacional.

O anúncio sobre as facções brasileiras ocorreu em 28 de maio, um dia após uma reunião entre Rubio e o senador Flávio Bolsonaro. A medida gerou resistência do governo Lula, que manifestou oposição à classificação. O Palácio do Planalto considera que tal designação poderia viabilizar intervenções mais severas dos Estados Unidos, incluindo a possibilidade remota de operações militares em solo brasileiro, prática já adotada em outras nações. Paralelamente, profissionais de segurança pública argumentam que a legislação brasileira voltada ao combate de facções criminosas já prevê punições mais rigorosas do que a lei antiterrorismo.

No contexto regional, o presidente do Equador, Daniel Noboa, mantém posição de aliado ao governo de Trump na América do Sul.

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